“Estamos atentos às atitudes do presidente Trump, com relação às ameaças. Nós vamos ter que ficar muito atentos”, afirmou.
Segundo ele, o continente não possui armas nucleares nem hábito de guerra há mais de 200 anos. “Falei com o presidente Trump: o poder da palavra pode valer mais do que o poder da arma. Custa menos e demora menos se a gente tiver disposição de fazer”, disse Lula. Ele destacou que o Brasil está disposto a contribuir para um diálogo de Trump com a Venezuela.
Durante a reunião, Lula abordou temas como segurança pública, participação do Brasil em negociações internacionais, o papel do país no multilateralismo e a luta contra o feminicídio, além de enfatizar a necessidade de combater o crime organizado –pauta da sua conversa recente.
Lula manteve uma ligação com Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, no início da semana para tratar da situação no Caribe, tema que preocupa o Brasil principalmente pelo risco de uma crise migratória. Segundo o governo, a conversa foi cordial e não envolveu pedidos de asilo, renúncia ou temas bilaterais, nem houve oferta do Brasil para mediar diretamente o conflito.
A ligação não foi divulgada por questões de segurança, mas precedeu a conversa entre Lula e Trump sobre o tema. Nela, o presidente brasileiro reforçou que a prioridade deve ser a negociação pacífica.
