Pela proposta, os fabricantes de automóveis da UE (União Europeia) deverão compensar os 10% restantes das emissões utilizando aço de baixo carbono produzido na Europa ou combustíveis sustentáveis.
Com a nova medida, a indústria automobilística europeia poderá continuar produzindo veículos híbridos plug-in, extensores de autonomia, híbridos leves e veículos com motor a combustão depois de 2035. Veículos elétricos e a hidrogênio receberão incentivos, com os fabricantes podendo obter “super créditos” pela produção de carros elétricos pequenos e acessíveis fabricados na UE27.
O “Pacote Automotivo” foi apresentado depois de pressões de diversos países europeus e do setor automotivo. Bulgária, República Tcheca, Alemanha, Hungria, Itália, Polônia e Eslováquia solicitaram à Comissão a reconsideração da proibição total.
A gigante automotiva alemã Volkswagen deve interromper a fabricação de veículos em sua unidade em Dresden, marcando a 1ª vez em seus 88 anos de história que fechará uma produção na Alemanha, segundo informações do jornal Euro News.
A proposta da Comissão será negociada entre o Parlamento Europeu e o Conselho Europeu. A Presidência cipriota da UE mediará as negociações políticas a partir de janeiro de 2026.
A decisão de revogar a proibição total de veículos a combustão fazia parte do Pacto Ecológico Europeu, programa da UE para alcançar a neutralidade climática até 2050. O cenário político mudou com as eleições europeias de 2024.
