O 1º pedido do MP (Ministério Público) para que o TCU abrisse uma investigação foi em junho. O objetivo era avaliar as supostas falhas do BC por não acompanhar o que chamou de “operações temerárias” do banco durante a gestão de Daniel Vorcaro e por não divulgar os seus riscos para proteger os investidores. O tribunal alegou falta de indícios que caracterizassem as irregularidades.
O TCU, no entanto, decidiu iniciar as investigações em setembro, depois que o governo do DF (Distrito Federal), que controla o BRB (Banco de Brasília), entrou com um recurso contra a negativa do BC no processo de compra do Master. Segundo o tribunal, havia novos elementos que justificavam uma análise da conduta do Banco Central.
O Poder360 procurou a assessoria do TCU para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da decisão. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
ENTENDA O CASO
O pedido mais recente de investigação foi apresentado pelo subprocurador do MP junto ao TCU, Lucas Furtado, em 19 de novembro, 1 dia depois da decretação da liquidação extrajudicial do Master. Na decisão, afirmou que “a gravidade do caso sugere, de forma preocupante, a possibilidade de um histórico de falhas na fiscalização e supervisão dessa instituição por parte do Banco Central”.
A liquidação extrajudicial é um regime de resolução que interrompe o funcionamento de uma instituição e promove a sua retirada do SFN (Sistema Financeiro Nacional). É adotada quando ocorre situação de insolvência irrecuperável ou quando as instituições cometem infrações graves às normas reguladoras. Em setembro, o BC havia rejeitado a compra do Master pelo BRB.
