O ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) apresentou redução na intensidade dos soluços depois de passar por 3 intervenções para bloqueio do nervo frênico, mas o efeito não foi suficiente para cessar o quadro clínico. A informação foi divulgada pela equipe médica do Hospital DF Star nesta 4ª feira (31.dez.2025).
Segundo os médicos, a resposta limitada ao tratamento levou à conclusão de que a origem dos soluços não está relacionada ao diafragma, mas pode ter ligação com o sistema nervoso central. A avaliação foi feita depois da observação da reação do organismo de Bolsonaro ao reforço do bloqueio aplicado na 3ª feira (30.dez.2025).
A intervenção buscava conter os soluços no curto prazo, enquanto se aguardava uma resposta mais duradoura do organismo, o que não ocorreu plenamente.
“O bloqueio bilateral do nervo frênico reduziu a intensidade dos soluços, mas não interrompeu a crise. Isso indica que o estímulo não parte do diafragma, mas do sistema nervoso central“, declarou o cirurgião Claudio Birolini.
Diante do quadro, a equipe médica recomendou a continuidade do tratamento medicamentoso e a adoção de terapias complementares, como exercícios de recrutamento do diafragma, fonoaudiologia e hipnose.
Segundo Birolini, procedimentos mais invasivos no nervo frênico não seriam eficazes. “Uma intervenção definitiva poderia causar paralisia do diafragma sem resolver os espasmos, que são os soluços”, disse.
De acordo com os médicos, a hipnose pode atuar como terapia auxiliar ao ajudar a modular respostas involuntárias do organismo.
ALTA MÉDICA
Bolsonaro deve receber alta hospitalar na 5ª feira (1º.jan.2026). Segundo a equipe médica, o ex-presidente apresentou melhora clínica geral.
“Ele está estável, com pressão controlada e respiração melhor. Teve uma arritmia leve, já resolvida”, afirmou o cardiologista Brasil Caiado.
Antes da liberação, Bolsonaro passará por nova avaliação médica. A Superintendência do Distrito Federal ficará responsável por conduzi-lo de volta à Polícia Federal.
