Partidos políticos brasileiros divulgaram neste sábado (3.jan.2026) posicionamentos sobre o ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e da primeira-dama Cilia Flores.
Enquanto legendas à esquerda criticaram a ofensiva e defenderam soberania nacional e soluções diplomáticas, siglas alinhadas à direita manifestaram apoio à ação, classificando-a como um marco com possíveis efeitos políticos e econômicos para a América Latina.
O PT (Partido dos Trabalhadores), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que a intervenção norte-americana configura uma “grave agressão militar”, viola a soberania venezuelana e ameaça a estabilidade regional. A legenda defendeu a atuação de organismos multilaterais e o respeito ao direito internacional, citando a fronteira comum entre Brasil e Venezuela e a necessidade de preservar a paz.
O PL Mulher, presidido por Michelle Bolsonaro, divulgou nota em apoio à ofensiva dos Estados Unidos e à captura de Maduro. O documento afirma que o episódio marca o “início da libertação” da Venezuela, com a prisão do que chamou de “ditador narcotraficante” e a desarticulação de estruturas de poder ligadas ao crime organizado.
Assinada por Michelle, a nota diz que a prisão de Maduro representa um sinal de que “a libertação dos povos latino-americanos das mãos de ditadores está cada dia mais próxima”.
Líderes e congressistas do PL também comemoraram a operação nas redes sociais, tratando o episódio como um “marco histórico”. Deputados de Mato Grosso fizeram referências à virada do ano, em alusão à controversa recente envolvendo uma campanha publicitária das Havaianas.
O PC do B classificou a ofensiva norte-americana como “terrorismo internacional”. A sigla convocou governos soberanos, movimentos sociais e forças políticas a se mobilizarem contra a escalada militar e a defenderem a autodeterminação da população venezuelana.
O Psol (Partido Socialismo e Liberdade) repudiou os ataques, que descreveu como criminosos e incompatíveis com normas internacionais. Manifestou solidariedade à população venezuelana e criticou o uso da força como instrumento de mudança de regime.
O PSDB adotou um tom institucional crítico à ação dos Estados Unidos. Em nota, declarou que o uso da força não pode ser legitimado e que o imbróglio deve ser enfrentado por meios pacíficos e diplomáticos.
Representantes de legendas de centro e centro-direita, como União Brasil e PSD, manifestaram avaliações favoráveis à retirada de Maduro do poder. Argumentaram que o episódio pode abrir espaço para reformas institucionais na Venezuela e melhorar o ambiente de confiança internacional, inclusive para investimentos. Esses grupos também destacaram a necessidade de respeito à ordem internacional.
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