A captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), decorrente da invasão dos EUA (Estados Unidos) no sábado (3.jan.2026), foi o estopim de uma tensão geopolítica que se acirrava desde julho de 2025.
Em agosto, o governo de Donald Trump (republicano) anunciou o envio de 3 navios de guerra para a costa venezuelana, justificando a medida como esforço para combater o narcotráfico na América Latina. Ao mesmo tempo, aumentou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à captura de Maduro, acusado de liderar o grupo Cartel de Los Soles, designado como terrorista pelos EUA.
Em setembro, os EUA posicionaram forças militares próximo à costa venezuelana e iniciaram uma série de ataques a embarcações que, segundo o governo Trump, pertenciam ao tráfico de drogas. Mais de 100 pessoas foram mortas pelos EUA em operações marítimas desde então.
A tensão escalou e o espaço aéreo da Venezuela chegou a ser fechado. Trump e Maduro ensaiaram uma reunião em novembro, mas não avançaram. Em dezembro, o republicano disse que a decisão mais “inteligente” do venezuelano seria renunciar.
Após a operação de sábado (3.jan), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Maduro recebeu diversas chances para evitar a captura. Trump, declarou que a ação teve como objetivo levar o “ditador” à Justiça estadunidense.
O republicano disse que comandará a Venezuela até a transição de governo e garantirá a exploração de petróleo no país latino. Enquanto isso, a vice de Maduro, Delcy Rodríguez (Movimento Somos Venezuela, esquerda), assume a Presidência interinamente. Segundo Trump, ela está disposta a fazer o que for necessário para os EUA controlarem o país.
Entenda a escalada de acontecimentos que levaram à invasão dos EUA:




