O ano de 2026 terá diferentes tipos de eclipses, alguns poderão ser vistos no Brasil, com o primeiro acontecendo no próximo mês.

O ano de 2026 será marcado por alguns eclipses visíveis em diferentes regiões do mundo, sendo dois deles visíveis até no Brasil. Os eclipses serão tanto solares quanto lunares, alguns deles visíveis total ou parcialmente dependendo da região do país. Esses fenômenos astronômicos resultam de alinhamentos entre Sol, Terra e Lua e chamam atenção por causa da beleza e por serem importantes para observações científicas.
Eclipses podem ser solares ou lunares sendo que cada eclipse pode ser de diferentes tipos dependendo do alinhamento. Os eclipses solares ocorrem quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, bloqueando parcial ou totalmente a luz solar e podem ser parciais, totais ou anulares. Já os eclipses lunares acontecem quando a Terra está entre o Sol e a Lua e acaba projetando sua sombra sobre a Lua, podendo ser penumbrais, parciais ou totais.
Em 2026, estão previstos cerca de quatro eclipses visíveis ao redor do mundo, sendo que o primeiro ocorre já no próximo mês. Ao longo do ano, haverá combinações de eclipses solares parciais e eclipses lunares, alguns com visibilidade no Brasil. Alguns observatórios e planetários já resumiram como e quanto será cada eclipse de 2026, assim como o tipo que será, regiões de melhor observação e orientações para observar cada fenômeno com segurança.
O que são eclipses?
Eclipses lunares ocorrem quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre a superfície lunar. Eles só acontecem durante a Lua Cheia e podem ser classificados em penumbral, parcial ou total, dependendo de quanto da Lua atravessa a sombra da Terra. Durante um eclipse lunar total, a Lua adquire uma coloração avermelhada devido à refração da luz solar pela atmosfera terrestre.
Já os eclipses solares acontecem quando a Lua passa entre a Terra e o Sol, bloqueando parcial ou totalmente a luz solar, e ocorrem apenas durante a Lua Nova. Eles podem ser parciais, totais ou anulares. No eclipse anular, a Lua está mais distante da Terra e não cobre completamente o disco solar, deixando um anel luminoso visível ao redor da Lua chamado de “anel de fogo”. Diferentemente dos eclipses lunares, eclipses solares precisam de proteção adequada para observação direta.
Carnaval com eclipse
O primeiro eclipse de 2026 acontecerá já no próximo mês durante o período de Carnaval no Brasil. Esse primeiro eclipse será um eclipse solar anular, ou seja, a Lua não irá esconder o Sol completamente e acaba formando um disco ao redor. O evento acontecerá entre a madrugada e a manhã do dia 17 de fevereiro com a fase máxima marcada pela formação do chamado “anel de fogo”. Nesse tipo de eclipse, a Lua se encontra próxima ao apogeu, o que faz com que seu diâmetro aparente seja menor do que o do Sol.
Apesar de ocorrer no Hemisfério Sul, o eclipse não será visível do Brasil. A fase anular acontecerá mais perto dos polo Sul, enquanto a fase parcial poderá ser observada no extremo sul da América do Sul e no sul da África. A área de visibilidade inclui uma parte dos oceanos Antártico, Índico e Atlântico Sul, tornando o fenômeno acessível apenas a observadores localizados em latitudes maiores.
Outros eclipses
Logo depois do primeiro eclipse, outro acontecerá no dia 3 de março e será um eclipse lunar total. O fenômeno será visível no Oceano Pacífico, países da Oceania e leste da Ásia. Todas as fases poderão ser observadas nessa eclipse incluindo a totalidade do eclipse. No Brasil, a observação acontecerá ao amanhecer nas regiões Norte e Centro-Oeste que conseguirão observar parcialmente. Já no Sul, Sudeste e Nordeste o eclipse terá uma visibilidade muito baixa porque acontecerá quando a Lua já estiver se pondo.

Em 12 de agosto, acontecerá um eclipse solar total, visível apenas no hemisfério Norte e, principalmente, em parte da península ibérica. Ainda em agosto, na noite de 27 para 28, ocorrerá um eclipse lunar parcial que poderá ser visto em todo o território brasileiro. Nesse caso, a Lua estará em uma região no céu bem alta que permitirá a observação da sombra da Terra cobrindo parte do disco lunar. Regiões da Europa e África também conseguirão observar esse eclipse.
Como se preparar
Para eclipses lunares, a observação direta é segura, pois envolve apenas a Lua refletindo a luz solar sendo muito fraca para oferecer algum perigo. Os eclipses podem ser observados a olho nu, com binóculos ou telescópios sem qualquer risco para a visão. O ideal é escolher um local com pouca poluição luminosa, especialmente para acompanhar todas as fases que o eclipse tem. Binóculos e telescópios permitem observar com mais precisão a sombra da Terra sobre o disco lunar.
Já a observação de eclipses solares e anulares exige bastante cuidado pois olhar diretamente para o Sol pode causar danos permanentes à retina, mesmo durante a fase parcial ou no chamado “anel de fogo”. Nunca se deve observar o Sol a olho nu, nem com óculos escuros, vidros, filmes fotográficos ou equipamentos improvisados. A observação só é segura com filtros solares certificados, próprios para observação solar. Telescópios e binóculos só devem ser usados se estiverem equipados com filtros solares adequados instalados na abertura do instrumento.
