As ações das empresas de petróleo dos Estados Unidos sobem nesta 2ª feira (5.jan.2026) depois do ataque feito pelo país norte-americano à Venezuela. Os papéis da ExxonMobil na Bolsa de Valores de Nova York registravam alta de 2,61% às 11h35. Da Chevron, de 4,94%. Da ConocoPhillips, de 5,33%. Da Oxy (Occidental Petroleum), de 0,80%.
Às 11h35, a cotação futura do barril do petróleo tipo brent (março de 2026) tinha alta de 1,14%, aos US$ 61,44. A cotação do barril WTI subia 1,43%, aos US$ 58,14.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ordenou um ataque contra a Venezuela, no sábado (3.jan.2026), que resultou na captura do líder venezuelano, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e sua mulher, Cilia Flores. A operação resultou na morte de, pelo menos, 40 pessoas, segundo o jornal The New York Times.
Trump disse que as empresas norte-americanas irão explorar o petróleo venezuelano. O presidente dos EUA disse que o “regime socialista” venezuelano “roubou” a indústria de petróleo dos EUA “com violência”. E completou: “Foi tirado de nós como se fôssemos bebês, e não fizemos nada. Eu teria feito algo”.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance (Partido Republicano), declarou que uma “potência” não deve permitir que seu petróleo seja “roubado” por “comunistas”.
Estimativas mostram que o aumento da produção em meio milhão de barris por dia exigiria investimentos de, pelo menos, US$ 10 bilhões e levaria até 2 anos.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou formalmente Maduro de atuar na corrupção de autoridades venezuelanas e na exportação e distribuição de cocaína no território norte-americano.
O documento diz que Maduro foi responsável pela transformação do Estado venezuelano em estrutura de apoio ao narcotráfico. O governo teria corrompido instituições civis, militares e de inteligência para proteger, facilitar e promover o tráfico internacional de cocaína.
O texto menciona que um avião Falcon 900 pertencente à PDVSA (Petróleos da Venezuela S.A), estatal petrolífera do país, teria sido usada para transportar drogas em uma das operações atribuídas a Nicolás Maduro.
O regime de Maduro é acusado pelos EUA de conspirar com organizações classificadas como terroristas pelos EUA, como FARC, ELN, Sinaloa Cartel, Zetas/CDN e Tren de Aragua. O governo teria fornecido armas com conhecimento e autorização de oficiais do país. Militares e agentes de segurança são acusados de escoltar carregamento de cocaína, além de permitir voos clandestinos para que remessas passassem sem inspeção.
A Venezuela teria vendido passaportes diplomáticos e utilizado as embaixadas para facilitar lavagem de dinheiro e transporte de recursos de narcotráfico. Os EUA acusam o regime a ordenar sequestros, espancamentos e assassinatos para cobrar dívidas do narcotráfico e proteger operações ilegais.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez (MSV, esquerda) divulgou um comunicado no domingo (4.jan.2026) convidando os EUA a colaborar “em uma agenda de cooperação orientada para o desenvolvimento compartilhado, dentro da estrutura do direito internacional”.
Trump ameaçou a presidente interina do país com possíveis retaliações caso ela não atenda às exigências norte-americanas. “Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro”, disse.
