A líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina, disse na 2ª feira (5.jan.2026) que não conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), desde outubro de 2025.
“Na verdade, conversei com o presidente Trump em 10 de outubro, no mesmo dia em que o Prêmio Nobel da Paz foi anunciado, [mas] não de lá para cá”, contou ao apresentador Sean Hannity, do programa “Hannity”, da Fox News. Ela foi premiada por sua luta contra o que o Comitê Norueguês do Nobel chamou de ditadura.
María Corina –considerada a opositora mais credível do presidente deposto da Venezuela pelos EUA, Nicolás Maduro– deixou o país em dezembro de 2025 para receber o prêmio na Noruega. “Pretendo voltar para casa o mais rápido possível”, disse ela à Fox News.
Foi a 1ª entrevista dela desde que os EUA atacaram a Venezuela no sábado (3.jan) e capturaram Maduro e sua mulher, Cilia Flores. María Corina saudou as ações norte-americanas como “um enorme passo para a humanidade, para a liberdade e a dignidade humana”.
A vice-presidente e ministra do petróleo da Venezuela, Delcy Rodríguez (MSV, esquerda), tomou posse como presidente interina na 2ª feira (5.jan).
No sábado, Trump descartou a ideia de trabalhar com María Corina, dizendo que “ela não tem o apoio nem o respeito necessários dentro do país”. No entanto, reportagem do Washington Post afirmou que o presidente dos EUA preteriu a líder opositora venezuelana por causa do Nobel da Paz.
O jornal norte-americano relata que Trump interpretou a aceitação do prêmio por María Corina como uma afronta pessoal. O presidente norte-americano manifestou reiteradamente seu desejo de receber o Nobel da Paz.
