O presidente americano Donald Trump (Partido Republicano) comunicou nesta 4ª feira (7.jan.2025) que os Estados Unidos irão se retirar de 31 instituições da ONU e de 35 outras organizações. A decisão foi publicada na página oficial da Casa Branca.
De acordo com o governo americano, a decisão foi tomada porque essas organizações “operam contrariamente aos interesses nacionais dos EUA” e, segundo Washington, promovem políticas que prejudicam a soberania, a economia e a segurança do país. O memorando presidencial ordena que todos os departamentos e agências do governo cessem a participação e o financiamento dessas organizações. Até a publicação desta reportagem, a lista ainda não havia sido divulgada.
“O presidente Trump tem lutado consistentemente para proteger a soberania dos EUA e garantir que os compromissos internacionais sirvam aos interesses americanos”, diz o comunicado.
Entre as ações recentes do presidente Trump estão a retirada dos Estados Unidos da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Acordo de Paris sobre o Clima, além da saída do CDHNU (Conselho de Direitos Humanos da ONU)) e da suspensão de fundos para a UNRWA (Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina).
Segundo a Casa Branca, as medidas visam a economizar recursos do contribuinte americano e redirecioná-los para prioridades internas, como infraestrutura, segurança de fronteiras e fortalecimento militar, além de proteger empresas e interesses econômicos dos EUA de influências externas.
O governo afirma que muitas das organizações afetadas promovem políticas climáticas, governança global e programas ideológicos considerados “contrários aos valores americanos” e ineficientes na utilização de recursos.
EUA SE RETIRA DA OMS
Em 20 de janeiro de 2024, Trump comunicou a retirada dos EUA da OMS (Organização Mundial da Saúde), braço da ONU (Organização das Nações Unidas). Eis a íntegra em português (PDF – 175 kB) e inglês (PDF – 173 kB).
A medida usa como justificativa a “má gestão” da pandemia de covid por parte da agência. O documento cita uma “falha em adotar reformas urgentemente necessárias” e uma “incapacidade de demonstrar independência da influência política inapropriada dos Estados-membros”.
Trump já havia cortado relações com a organização em 2020, quando acusou a OMS de ser controlada pela China. À época, o republicano determinou a saída formal a partir de 2021, mas a medida foi impedida com a entrada de Joe Biden (democrata) à Casa Branca naquele ano.
O documento assinado por Trump também diz que a OMS “continua exigindo” que o governo dos Estados Unidos façam pagamentos “injustamente onerosos” e desproporcionais aos dos demais países.
