A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) atualizou o cronograma do 1º bloco de leilões portuários de 2026, marcado para ocorrer em 26 de fevereiro, na B3, em São Paulo. A informação foi publicada no Diário Oficial da União de 4ª feira (7.jan.2026). Leia a íntegra (PDF – 169 kB).
O bloco reúne 4 projetos de arrendamento portuário, com investimentos estimados em R$ 229 milhões, voltados à movimentação de granéis minerais, granéis vegetais e passageiros.
Terminais incluídos no leilão:
- No Porto de Natal (RN), o arrendamento NAT01 será destinado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos minerais, com foco no escoamento de minério de ferro. O projeto estabelece R$ 55,17 milhões em investimentos e prazo de arrendamento de 15 anos;
- Já o MCP01, no Porto de Santana (AP), será voltado à movimentação de granéis sólidos vegetais, como grãos e cavaco de madeira. Considerado estratégico para o Amapá e para a Região Norte, o terminal deve receber R$ 150,20 milhões, com prazo de arrendamento de 25 anos;
- No Sul do país, a Antaq republicou o edital do POA26, no Porto Organizado de Porto Alegre (RS). O arrendamento simplificado, com prazo de 10 anos, prevê R$ 21,13 milhões em investimentos e tem como objetivo contribuir para a modernização da infraestrutura portuária da região;
- Completa o bloco de leilões o terminal de passageiros do Porto do Recife (PE), o TMP-Recife, cujo edital ainda será publicado. O projeto prevê R$ 2,3 milhões em investimentos e concessão de 25 anos. A expectativa da agência é que o terminal fortaleça um circuito integrado de cruzeiros no Nordeste, ao lado de portos como Fortaleza, Maceió e Salvador.
Estratégia do governo
De acordo com o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, o bloco de leilões reflete uma visão de longo prazo para o setor aquaviário.
“A atuação da agência busca garantir um ambiente regulatório seguro, estimular investimentos e ampliar a capacidade dos portos, transformando infraestrutura em desenvolvimento”, afirmou em nota.
Os projetos foram encaminhados pela Secretaria Nacional de Portos à agência reguladora e fazem parte da agenda de concessões do governo para “reduzir gargalos logísticos e impulsionar o crescimento regional”.
