Após capturar Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) da Venezuela e ameaçar tomar a Groenlândia, o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano) declarou que não “precisa do direito internacional” e que seu poder é limitado apenas por sua “própria moralidade”.
Em entrevista publicada pelo New York Times nesta 5ª feira (8.jan.2026), o republicano afirmou que sua “própria mente é a única coisa” que pode pará-lo. “Não preciso de direito internacional, não quero prejudicar ninguém”, declarou.
O presidente norte-americano, que fez carreira como empresário antes de entrar para a política, referiu-se à Groenlândia como “propriedade” ao comentar os planos do seu governo para anexar a região.
Ao ser questionado sobre a pressão dos EUA pelo território, respondeu: “Sinto que isso é psicologicamente necessário para o sucesso. Acho que a propriedade te dá algo que você não consegue com um arrendamento ou um tratado. A propriedade te dá coisas e elementos que você não consegue apenas assinando um documento”.
A Dinamarca, que controla o território da Groenlândia, declarou que uma ação dos EUA na região poderia significar o fim da Otan, aliança militar e política dos países europeus e da América do Norte.
Trump deixou em aberto a possibilidade de abrir mão da harmonia da organização para obter o território: “Pode ser uma escolha”, declarou, acrescentando que a aliança seria inútil sem a presença dos EUA.
Ainda sobre a relação com os europeus, o norte-americano disse que “tem sido muito leal” ao “Velho Continente”. “Fiz um bom trabalho. Se não fosse por mim, a Rússia teria toda a Ucrânia agora”.
O presidente dos EUA minimizou o fato de o acordo nuclear com os russos estar prestes a expirar. O último grande tratado sobre armas nucleares do mundo termina em 4 semanas, o que deixará os 2 países sem restrições para expandirem seus arsenais pela 1ª vez em meio século.
“Se expirar, expira. Simplesmente faremos um acordo melhor”, disse o republicano. Ele afirmou que a China tem o arsenal que mais cresce no mundo e defendeu que o país asiático seja incluído em um futuro acordo.
