A inflação do Brasil foi de 4,26% em 2025. A taxa anual medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi a mais baixa desde 2018, quando atingiu 3,75%. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o resultado nesta 6ª feira (9.jan.2026).
A mediana das projeções dos agentes financeiros da última semana indicava que a inflação seria de 4,31% em 2025. Apesar de as estimativas recentes, o indicador surpreendeu os economistas no ano passado. As projeções realizadas no início de 2025 mostravam que o mercado financeiro esperava uma taxa superior a 4,90% ao fim de 2025.
Relatório do BC (Banco Central) divulgado no fim de 2024 esperava que a inflação ficasse em 4,5% no fim de 2025 com base em premissas do mercado financeiro. A meta de inflação do Brasil é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% a 4,5%.
O CMN (Conselho Monetário Nacional) estabeleceu que haverá descumprimento da meta se a taxa acumulada em 12 permanecer fora do intervalo permitido por mais de 6 meses. Foi o que aconteceu em 2025. Em julho, a autoridade monetária publicou uma carta para dar explicações para a inflação acima da meta. Disse que o percentual voltaria a ficar abaixo de 4,5% no 1º trimestre de 2026.
A inflação ficou abaixo da meta antes do previsto pelo BC. Em novembro, o percentual acumulado em 12 meses era de 4,46%.
POLÍTICA MONETÁRIA
O Copom (Comitê de Política Monetária) aumentou a taxa básica, a Selic, para 15% ao ano em junho de 2025. Os diretores do Banco Central promoveram um ciclo de aperto monetário com 7 altas consecutivas no juro-base, de 10,50% para 15% ao ano, de setembro de 2024 a junho de 2025.
O Poder360 já mostrou que, durante 2025, nenhum diretor do Banco Central votou para cortar os juros, inclusive os 7 integrantes do colegiado que foram indicados por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

