A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez (MSV, esquerda), disse na 5ª feira (8.jan.2026) que o país não está submetido aos Estados Unidos, depois do ataque que capturou Nicolás Maduro (PSUV, esquerda).
“Não somos subordinados nem submissos. Temos dignidade histórica e temos compromisso e lealdade com o presidente Nicolás Maduro, que foi sequestrado”, declarou ela.
Rodríguez participou na 5ª feira (8.jan) de um evento em homenagem aos mortos durante a operação norte-americana do último sábado (3.jan). Segundo o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, ao menos 100 pessoas morreram no conflito, incluindo civis.
Ela disse que “houve combate” contra os EUA durante a captura de Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. “Aqui ninguém se rendeu”, declarou Rodríguez durante uma cerimônia, que contou com a presença do chanceler cubano, Bruno Rodríguez. Cuba declarou que 32 integrantes de suas Forças Armadas e serviços de inteligência na Venezuela morreram durante a investida norte-americana.
Na 3ª feira (6.jan), a presidente interina afirmou que nenhum “agente externo” governa a Venezuela. Rodríguez assumiu o poder sob pressão do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), que afirmou que quem manda na Venezuela é ele.
Trump declarou que o governo interino venezuelano está colaborando com as exigências dos EUA. Quando questionado se havia conversado com Rodríguez, disse ao jornal norte-americano The New York Times que Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA “fala com ela o tempo todo”. Afirmou também que a supervisão norte-americana sobre a Venezuela e a extração de petróleo venezuelano poderá se estender por anos.
Os EUA divulgaram na 4ª feira (7.jan) que o plano de transição do governo venezuelano será feito em 3 etapas. A última fase contemplaria a realização de eleições. No entanto, não há um prazo definido para que isso aconteça.
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