O número de mortos nos protestos no Irã subiu para 192 no sábado (10.jan.2026), segundo a Iran Human Rights. Mais de 2.000 pessoas foram presas. Os atos se dão sob contínuas interrupções de internet e severas restrições de comunicação.
A internet no país foi cortada depois que o aiatolá Ali Khamenei afirmou que os manifestantes são “sabotadores”.
Segundo a Hrana (Human Rights Activists News Agency), 574 locais de protesto foram identificados em 185 cidades de todas as 31 províncias do país.
O Irã vive, desde o final de dezembro de 2025, uma onda de protestos que foram motivados inicialmente pela grave crise econômica, com inflação elevada, desvalorização acentuada da moeda e aumento dos preços de bens essenciais.
Com o passar dos dias, centenas de pessoas se juntaram aos atos, exigindo reformas políticas e do sistema judiciário, reivindicando maior liberdade e se manifestando contra a liderança de Khamenei.
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O governo respondeu aos protestos com uma forte repressão. A Hrana fala em disparos de armas de fogo, uso de gás lacrimogêneo e munição de espingardas de chumbo, além de ameaças judiciais contra manifestantes.
De acordo com a agência, apesar do bloqueio da internet, alguns meios de comunicação ligados ao governo conseguiram publicar imagens e relatos dos protestos, acusando os manifestantes de violência grave e danos à propriedade e à vida de cidadãos.
Segundo a Hrana, drones de vigilância sobrevoam os atos e há movimentos de forças de segurança em torno dos locais dos protestos, indicando monitoramento e controle contínuos.
Veja imagens dos protestos no Irã:
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