Em 2025, ano em que o Brasil sediou a COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), as emendas individuais destinadas ao meio ambiente representaram 0,6% do total empenhado pelo Congresso. No período, deputados e senadores empenharam R$ 17,5 bilhões em emendas individuais, dos quais R$ 110 milhões foram direcionados à área ambiental.
O deputado Bruno Ganem (Podemos-SP) foi o congressista que mais destinou recursos ao meio ambiente em 2025. Empenhou R$ 17,5 milhões em emendas individuais para ações ambientais. Desse total, R$ 4,2 milhões foram pagos, segundo dados do Portal da Transparência, que reúne informações oficiais de execução orçamentária.
A maior parte das emendas empenhadas para o setor ambiental foi destinada à implementação da agenda nacional de proteção, defesa, bem-estar e direitos dos animais, que concentrou cerca de R$ 40 milhões. As ações voltadas ao enfrentamento da emergência climática receberam R$ 18 milhões ao longo de 2025.

AGRO RECEBEU O DOBRO DO MEIO AMBIENTE
Em contraste com o volume destinado à agenda ambiental, o Congresso reservou quase o dobro de recursos para a área de agricultura. Em 2025, as emendas individuais empenhadas para o setor agrícola somaram R$ 195 milhões, enquanto a gestão ambiental recebeu R$ 110 milhões.
A diferença também aparece na execução financeira. Até o momento, foram pagos R$ 81 milhões em emendas para a agricultura. Já o meio ambiente teve R$ 27 milhões efetivamente desembolsados.

