O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou em suas redes sociais nesta 3ª feira (13.jan.2026) a ida do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ao Irã, em 2024, para a posse do presidente Masoud Pazeshkian, e elogiou a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), diante dos protestos crescentes no país.
Na postagem, Eduardo destacou as declarações do norte-americano, que afirmou ter cancelado contatos com autoridades iranianas e incentivado manifestantes a “tomarem as instituições” do país em publicação nas redes sociais nesta 3ª feira.
“Trump fala para iranianos tomarem instituições! Já há quem diga que +6.000 manifestantes foram assassinados. Este é o país que o vice-presidente Alckmin foi na posse do presidente”, escreveu.

Eduardo afirmou estar em Mar-a-Lago, nos EUA, durante um evento religioso quando tomou conhecimento da mensagem publicada por Trump na rede Truth Social. Segundo ele, Trump estaria “fazendo a história acontecer” ao apoiar protestos contra o regime iraniano.
“O regime iraniano está aí desde 1979, assassinando mulheres, opositores e não permitindo liberdade de expressão. Agora estamos vendo a possibilidade de mudança”, disse o ex-deputado. Para ele, as declarações de Trump indicariam uma retomada de “ventos de liberdade” no mundo, que, segundo disse, também chegariam ao Brasil.
DECISÃO DE TRUMP
O anúncio de Trump foi feito 1 dia depois de o governo iraniano afirmar que mantinha canais de comunicação abertos com os Estados Unidos. A mudança de postura representa uma inflexão em relação ao discurso adotado por Trump no domingo (11.jan), quando mencionou a possibilidade de encontros entre representantes dos 2 países.
ALCKMIN NO IRÃ
Alckmin participou da posse de Masoud Pazeshkian como representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em julho de 2024. O evento contou com a presença de autoridades de diversos países.
Imagens da transmissão oficial mostraram o vice-presidente brasileiro sentado a 3 lugares de distância de Ismail Haniyeh, líder do Hamas, sem registros de qualquer interação direta entre eles.

PROTESTOS NO IRÃ
Os protestos no país persa tiveram início em 28 de dezembro de 2025. São motivados pela situação econômica do país, com desvalorização acentuada da moeda, inflação a 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais. Comerciantes e trabalhadores foram às ruas para exigir um alívio econômico.
Mais pessoas se juntaram à manifestação. Reivindicam reformas políticas e do sistema judiciário, mais liberdade e criticam o governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. O governo iraniano reagiu. De acordo com informações da Hrana (Human Rights Activists News Agency), agentes usaram armas de fogo e gás lacrimogêneo para reprimir as manifestações. O acesso à internet foi cortado em 9 de janeiro. Khamenei chama os manifestantes de “sabotadores”.
Ali Khamenei – o aiatolá de 86 anos está no poder desde 1989. Ele comanda uma teocracia islâmica xiita que concentra poder absoluto no líder supremo, cargo vitalício com autoridade sobre todos os Poderes constitucionais. O regime, baseado na sharia (lei islâmica), impõe restrições severas às mulheres, como uso obrigatório de hijab a partir dos 9 anos e necessidade de autorização marital para viagens internacionais. A oposição permanece fragmentada entre monarquistas exilados, a MEK (Organização dos Mujahideen do Povo), minorias étnicas e movimentos de protesto reprimidos, sem liderança unificada.
Veja imagens dos protestos no Irã (1min19s):
