O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou na tarde desta 3ª feira (13.jan.2026) a escolha de Wellington César Lima e Silva para comandar o Ministério da Justiça, em uma vitória do grupo de ministros mais próximos ao chefe do Executivo. A decisão se deu após reunião no Planalto.
A definição encerra a disputa interna pelo comando do ministério e amplia o peso político de aliados de Lula na Esplanada.
A escolha contou com o aval direto de ministros do núcleo mais próximo de Lula, como Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Secom). Com Margareth Menezes, o novo ministro ampliou a presença do chamado eixo baiano na estrutura federal.
A indicação também é defendida pelo líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), que mantém relação próxima com o novo ministro desde sua gestão no governo da Bahia.
Wellington César, 60 anos, era advogado-geral da Petrobras antes de ser nomeado ministro. Ele já chefiou o Ministério da Justiça em 2016, durante o governo Dilma Rousseff (PT), quando permaneceu no cargo por 11 dias. Ele deixou o Ministério da Justiça depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) decidir que era inconstitucional acumular a função no Executivo com o cargo de procurador no Ministério Público da Bahia. À época, ele optou por permanecer no MP.
A confiança de Lula no jurista se consolidou a partir de sua atuação no Palácio do Planalto e foi reforçada com a ida para a cúpula da estatal, em julho de 2024, a convite do próprio presidente.
Antes disso, Wellington comandou a SF (Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos) da Casa Civil, órgão estratégico responsável por análises jurídicas e pelo DOU (Diário Oficial da União), com despachos diários com o presidente.
Wellington já havia sido cotado para assumir o Ministério da Justiça em 2023, quando Flávio Dino foi indicado ao STF. Na ocasião, o nome do ex-procurador ganhou tração entre aliados do governo, mas acabou não sendo escolhido. Ricardo Lewandowski assumiu a pasta em janeiro de 2024.
Com a mudança, Wellington será o 3º titular da pasta no 3º mandato de Lula, além do período de interinidade, e a nomeação marca mais um movimento da reforma ministerial planejada para 2026.
A vaga foi aberta depois da saída de Ricardo Lewandowski, que pediu demissão na última semana. A troca inaugura uma nova etapa de rearranjos políticos no governo em ano pré-eleitoral e sinaliza que Lula deve continuar com indicações próximas dele.
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