A Tradener informou nesta 4ª feira (14.jan.2026) que fechou contrato de importação de gás natural com a estatal boliviana YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos). A brasileira venceu a licitação promovida pela YPFB e assegurou um contrato de suprimento firme, com volumes destinados tanto ao mercado regulado quanto ao livre.
“Este novo contrato amplia a segurança de suprimento e reforça a diversificação das fontes de gás natural disponíveis ao mercado brasileiro, em um contexto de transformação regulatória e de construção de um ambiente mais competitivo no setor”, declarou em nota o diretor-executivo da Tradener, Guilherme Avila.
Segundo a Tradener, a empresa importou 46 milhões de m³ de gás natural em 2025, incluindo volumes da Bolívia e da Argentina, com destaque para a formação de Vaca Muerta, uma das maiores reservas não convencionais de gás do mundo.
O Brasil depende principalmente do gás boliviano e da produção nacional, concentrada em alguns campos. A entrada de novos contratos privados e fornecedores integra um esforço para ampliar a concorrência, diversificar a oferta e assegurar previsibilidade a consumidores industriais e termelétricas, segundo a Tradener.
O acordo foi firmado em um contexto de mudanças estruturais no setor de gás natural brasileiro, que busca reduzir a concentração de fornecedores. No mercado regulado, preços e contratos seguem regras definidas pelo governo; no livre, consumidores comerciais e industriais negociam diretamente suas condições de suprimento.
VACA MUERTA
A formação de Vaca Muerta, localizada na província de Neuquén, na Argentina, está entre as maiores reservas de gás e petróleo não convencionais do mundo.
O gás está retido em rochas de folhelho, o que exige tecnologias como o fraturamento hidráulico (fracking) para extração –método proibido no Brasil. Estimativas indicam mais de 300 trilhões de pés cúbicos de gás recuperável, o que torna a região estratégica para o abastecimento energético da América do Sul.
