Depois de 6 anos de queda, o furto de combustíveis em dutos voltou a crescer no Brasil, segundo dados da Transpetro, subsidiária da Petrobras. Em 2025, foram registradas 31 ocorrências, ante 25 em 2024, interrompendo a trajetória de redução que começou em 2018, quando o país contabilizou 261 casos.
O estado de São Paulo concentra a maior parte das ações criminosas, com 22 registros, representando 70% do total nacional. Minas Gerais também apresentou aumento, passando de uma ocorrência em 2024 para seis em 2025, enquanto Goiás registrou uma ocorrência. O Rio de Janeiro, por outro lado, apresentou queda significativa, de 13 casos em 2020 para apenas um em 2025.
O furto de combustíveis não é apenas um crime econômico. Segundo a Transpetro, as ações ilegais colocam em risco a segurança das pessoas, podem causar danos ambientais graves e impactar o abastecimento de infraestruturas essenciais, como hospitais, aeroportos e portos.
Eis o número de casos de furto desde 2018:
- 2018 – 261;
- 2019 – 203;
- 2020 – 201;
- 2021 – 102;
- 2022 – 58;
- 2023 – 28;
- 2024 – 25;
- 2025 – 31;
Para lidar com a situação, a Transpetro afirma que mantém estratégia de prevenção baseada em 3 pilares: uso de tecnologia e inteligência para monitoramento, atuação conjunta com órgãos de segurança pública e relacionamento com comunidades próximas aos dutos.
Em 2025, a empresa investiu cerca de R$ 19 milhões em projetos sociais nas regiões afetadas e R$ 100 milhões por ano em segurança e prevenção.
Segundo o presidente Sérgio Bacci, o crescimento recente das ocorrências não deve ser visto como um caso isolado, mas sim como um risco estrutural, especialmente em São Paulo, devido à extensão da malha de dutos e à grande demanda por combustíveis.
A Transpetro transporta cerca de 650 bilhões de litros de petróleo, derivados e biocombustíveis por ano, evitando milhares de caminhões nas estradas e reduzindo 99,5% das emissões de gases em comparação ao transporte rodoviário, destacando a importância estratégica do modal para a logística nacional.
