O Brasil registrou 536 greves no 1º semestre de 2025. O número representa alta de 16% em relação às 462 paralisações do mesmo período de 2024. O total de horas paradas nos 6 primeiros meses do ano passado foi de 17.877.
Os dados são do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Das paralisações do 1º semestre do ano passado, 253 foram de empregados no setor público e em empresas estatais. Esse número representa quase metade (47,2%) do total. Na maior parte, são cargos estáveis que permitem esse tipo de prática.
Cerca de 70% das greves no funcionalismo público ocorreram no nível administrativo municipal e 49% foram deflagradas por profissionais da educação. Das pautas de reivindicações dessa categoria, 63% fazem menção aos reajustes salariais. Depois, vêm as reivindicações por mais investimento e melhor administração dos serviços públicos (49%).
Nas empresas estatais, trabalhadores urbanitários foram responsáveis por 29% das greves deflagradas no 1º semestre de 2025. Em seguida, vieram trabalhadores das comunicações, como Correios e EBC (Empresa Brasil de Comunicação), responsáveis por 21%. Bancários vieram depois, com 15%.
Itens relativos às condições de trabalho compuseram 32% das pautas de reivindicações; necessidade de novas contratações, 21%; condições do local onde o trabalho é realizado, 21%; condições de segurança, 18%; e protestos contra os governos também estiveram presentes em 18%. Reivindicações salariais registram frequência menor que 15%.
