O presidente do São Paulo, Julio Casares, foi afastado preventivamente do cargo, na 6ª feira (16.jan.2026), após votação do Conselho Deliberativo do clube. O dirigente ainda passará por uma Assembleia Geral, na qual os sócios decidirão se o impeachment será confirmado.
Na votação do Conselho Deliberativo, 188 conselheiros se manifestaram a favor do impeachment, 45 foram contra e 2 votaram em branco. Com o resultado, o São Paulo tem até 1 mês para convocar a Assembleia Geral.
Segundo o site ge, aliados de Casares afirmam que existe a possibilidade de o presidente renunciar ao cargo antes da votação entre os sócios. Nesse caso, o processo de impeachment seria encerrado.
Diferentemente do Conselho Deliberativo, onde a abertura do processo exigiu aprovação de 2 terços dos votos, na Assembleia Geral a destituição precisará de maioria simples entre os sócios votantes.
Com o afastamento preventivo, o vice-presidente, Harry Massis Jr., assumiu provisoriamente o comando do clube e fez um pronunciamento em que afirmou que “o São Paulo não merece o que aconteceu”.
Harry Massis Júnior, vice-presidente do SPFC, assume o cargo de presidente depois de afastamento de Casares
Se o impeachment for aprovado, Casares será definitivamente afastado do cargo e Massis permanecerá na presidência até o fim do mandato.
Independentemente do desfecho do processo, o clube realizará nova eleição no fim de 2026 para definir o presidente do triênio de 2027 a 2029. Casares não poderá concorrer, pois já está em seu 2º mandato.
ENTENDA
O pedido de impeachment de Casares foi protocolado pela oposição do São Paulo diante das investigações da Polícia Civil de São Paulo que apuram suspeitas de desvios de dinheiro no clube.
A ação examina movimentações de valores superiores a R$ 10 milhões que envolvem integrantes da alta cúpula da instituição.
A apuração começou a partir de uma denúncia anônima e resultou na abertura de um inquérito que investiga saques milionários em dinheiro e atuação de dirigentes em crimes de associação criminosa, apropriação indébita e furto qualificado.
O São Paulo não é alvo da investigação. O clube é tratado pela polícia como possível vítima das irregularidades.
Há ainda na ação uma frente que investiga um esquema de venda clandestina de camarotes do Morumbis em shows. A suspeita levou ao afastamento de Mara Casares, ex-mulher de Julio Casares. Ela ocupava no São Paulo o cargo de Diretora Feminina, Cultura e de Eventos.
