Uma manifestação convocada pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) reuniu cerca de 250 apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) neste domingo (18.jan.2026), em Brasília. Vestidos com camisetas verde e amarela, os manifestantes criticaram o BC (Banco Central) e defenderam a prisão domiciliar de Bolsonaro, condenado por participação na tentativa de golpe de Estado.
O ato começou por volta das 10h, em frente à sede do Banco Central, na Asa Sul, centro da capital.
A escolha do local se deveu a supostas falhas de fiscalização no caso do Banco Master, depois de reportagens mostrarem que o BC autorizou operações e mudanças societárias mesmo diante de indícios de irregularidades. O órgão, porém, nega omissão e diz ter seguido os ritos legais.
A PF (Polícia Federal) apura se parte dos ataques ao Banco Central foi impulsionada de forma coordenada nas redes sociais, com dezenas de perfis suspeitos mapeados, o que relativiza a espontaneidade das críticas e reforça o caráter político da mobilização.
Neste domingo (18.jan), os bolsonaristas caminharam por cerca de 20 minutos e, ao final, subiram a rampa do BC, onde exibiram faixas e cartazes e entoaram palavras de ordem. A manifestação foi encerrada por volta do meio-dia, quando os participantes começaram a se dispersar.
Assista (2min22):
Entre os gritos, estavam críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. “Fora Lula, fora Moraes, o Brasil não aguenta mais”, repetiam os manifestantes.
Moraes é o relator do inquérito que apurou os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente cumpre pena em regime fechado.
Parlamentares do PL e de partidos de oposição articulam a aprovação do chamado PL da Dosimetria, que reduz as penas impostas aos envolvidos na trama golpista. O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, mas recebeu veto integral de Lula em 8 de janeiro de 2026. A oposição tenta derrubar o veto presidencial após o fim do recesso legislativo, marcado para 2.fev.
Segundo Izalci, a pressão popular é fundamental para reverter o veto e avançar com a proposta no Congresso.
“Fizemos essa caminhada hoje, 18 de janeiro, às 10h, como combinado, mas queremos falar com a população para ir às ruas. Não dá para ficar acomodado com o que está acontecendo no Brasil. A única forma de mudar isso é com o povo na rua”, disse o senador ao Poder3
Assista (40s):
Izalci afirmou ainda que a pauta da oposição inclui a mudança no regime de cumprimento de pena do ex-presidente.
“Vamos voltar do recesso no dia 2 (de fevereiro) e vamos trabalhar para derrubar o veto da Dosimetria e pela prisão domiciliar do Bolsonaro”, declarou.
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