O Ministério da Defesa da Espanha apresentará 79 programas de modernização militar para análise pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). A reunião bilateral, conhecida como “Etapa 3”, será realizada em Madri no final de janeiro de 2026. Os projetos incluem desde veículos de combate blindados até satélites de radar, enquanto persiste divergência com a aliança militar sobre o percentual do PIB (Produto Interno Bruto) que o país deve destinar à defesa.
A delegação espanhola apresentará à aliança atlântica os objetivos de capacidade, o aumento de tropas e os principais programas em desenvolvimento. Entre eles, estão 31 Planos Especiais de Modernização, voltados à defesa aérea, guerra eletrônica e helicópteros multifuncionais. As iniciativas buscam fortalecer a autonomia estratégica, a indústria nacional de defesa e reduzir a dependência externa, com forte participação de empresas locais.
A principal divergência entre Madri e a Otan está no orçamento de defesa. O governo de Pedro Sánchez defende que com 2,1% do PIB consegue atender aos requisitos acordados. A Otan, por sua vez, considera necessário pelo menos 3,5%.
Depois do encontro na capital espanhola, a expectativa é que a Otan emita uma avaliação formal sobre os programas espanhóis e sobre a adequação do percentual do PIB proposto pelo governo para financiar essas iniciativas.
A Espanha mantém aproximadamente 4.000 militares e guardas civis destacados em 15 países durante 2025. A participação mais significativa está no lado leste da Otan, com tropas na Letônia, Eslováquia e Romênia.
