O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), elaborou um rascunho do estatuto de um novo organismo internacional chamado Conselho da Paz que, segundo a Reuters, estabelece a cobrança de US$ 1 bilhão para países que quisessem ocupar assento no Conselho.
Segundo a agência internacional, o documento determina que Trump seja o 1º presidente da organização e que os países membros tenham mandatos de até 3 anos, com possibilidade de renovação a critério do presidente do conselho.
Ainda de acordo com a reportagem, o pagamento serviria como condição para que os países permanecessem no órgão, que teria como objetivo promover a paz e a estabilidade internacional.
A Casa Branca, no entanto, contestou a informação à reportagem e a classificou como “enganosa”. Em publicação na rede social X, afirmou que não existe taxa mínima de adesão ao conselho.
Segundo o governo, a proposta estabelece apenas a concessão de membros permanentes a países que demonstrem “compromisso profundo com a paz, a segurança e a prosperidade”.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos também evitou confirmar o valor citado e afirmou que as comunicações públicas de Trump e de seu enviado especial, Steve Witkoff, não mencionam qualquer cobrança financeira.
O CONSELHO EM GAZA
A reportagem da Reuters foi publicada depois de a Casa Branca anunciar oficialmente a criação do Conselho da Paz para Gaza, que terá como missão supervisionar a reconstrução do território palestino após o conflito. O órgão será presidido por Donald Trump.
O conselho executivo fundador inclui o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, o genro do presidente Jared Kushner e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.
Além disso, Trump convidou mais de uma dúzia de países para integrar o conselho. Entre os líderes convidados estão o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, o presidente do Egito, Abdel Fattah el-Sisi, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.
O Poder360 apurou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também recebeu o convite, mas não deu uma resposta ainda ao governo norte-americano.
Além do conselho, os Estados Unidos divulgaram a composição de um comitê de tecnocratas palestinos que governará Gaza de forma temporária. O grupo será liderado por Ali Sha’ath, ex-integrante da Autoridade Palestina, e terá como foco a restauração de serviços públicos e instituições básicas.
O diplomata búlgaro Nickolay Mladenov, ex-coordenador especial da ONU (Organização das Nações Unidas) para o processo de paz no Oriente Médio, atuará como alto representante para Gaza.
De acordo com a Casa Branca, o comitê administrará o território até que uma Autoridade Palestina reformada possa assumir o controle. O plano é apresentado pelo governo Trump como um “caminho possível para a autodeterminação e a criação de um Estado palestino”.
