O deputado conservador britânico Simon Hoare propôs na 2ª feira (20.jan.2026) que seleções de futebol boicotem a Copa do Mundo de 2026 na América do Norte. A sugestão foi feita durante debate sobre segurança no Ártico no parlamento britânico. Hoare apresentou a ideia como resposta às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), sobre a Groenlândia.
O parlamentar representa North Dorset, região rural no norte do condado de Dorset, Inglaterra. Ele disse que Trump desrespeita aliados e defendeu que o Reino Unido adote medidas que afetem a imagem pública do presidente nos EUA.
“Trump é sensível, tem ego inflado e não gosta de passar vergonha”, afirmou Hoare. “A visita de Estado do Rei Charles aos EUA deve acontecer este ano? As seleções de futebol devem jogar em estádios americanos na Copa do Mundo? Essas coisas envergonhariam o presidente em casa. Precisamos combater fogo com fogo”.
A proposta recebeu apoio do deputado liberal democrata Luke Taylor. “Concordo e pergunto ao governo se consideraria cancelar a visita do rei aos Estados Unidos e boicotar a Copa do Mundo para mostrar a Trump que a única coisa que importa para ele é o próprio orgulho”, declarou.
A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, respondeu às sugestões. Ela indicou que o governo britânico continuará buscando diálogo diplomático com os Estados Unidos.
Trump afirmou que quer tomar o controle da Groenlândia, afirmando que “se os EUA não fizerem isso, a Rússia ou a China o farão”. O presidente considera inaceitável que os EUA não controlem o território e defende que a tomada seria necessária para segurança nacional e para o Domo Dourado, sistema de defesa aérea em construção.
O presidente justifica o interesse pela posição estratégica da Groenlândia. A região fica na rota mais curta entre a América do Norte e a Europa, considerada fundamental para o sistema de alerta de mísseis e o monitoramento naval do Atlântico Norte. Trump voltou a dizer que os EUA vão assumir o território “de um jeito ou de outro”, preferencialmente por meio de acordo com a Dinamarca.
