Ministros do STF querem Toffoli fora do caso Master
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, antecipou sua volta a Brasília. Ele chegou à capital federal ontem à noite. Fachin está preocupado com os impactos da crise do Banco Master na imagem do tribunal.
Ontem mesmo, o presidente do STF começou a conversar com os outros ministros sobre o caso. Hoje, ele vai a São Luís (MA) para se reunir com o ministro Flávio Dino.
Decisões “atípicas” do ministro Toffoli provocaram reações na Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República e até entre as defesas dos investigados.
Haveria já um consenso no Supremo de que Toffoli deve deixar a relatoria do caso Master por causa de suas “decisões heterodoxas” e da ligação de parentes do ministro com fundos atrelados ao banco fraudulento.
Parlamentares alegam suspeição de Toffoli no caso Master
Parlamentares acionaram a Procuradoria-Geral da República para fazer prevalecer a tese de suspeição do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, no processo relacionado ao Banco Master. Desde o fim do ano passado, o Ministério Público recebeu duas representações nesse sentido.
A mais recente chegou na última quarta-feira, por meio do senador Eduardo Girão (Novo-CE). O congressista afirma que há “possíveis conflitos de interesse e impedimentos”: “O contexto se torna ainda mais delicado quando consideramos que parentes próximos do ministro Toffoli e pessoas de seu círculo íntimo mantêm relações comerciais com possíveis envolvidos no escândalo do Banco Master. Tais circunstâncias levantam questões inevitáveis sobre imparcialidade judicial e conflito de interesses, princípios fundamentais do Estado de Direito”.
A primeira representação chegou à PGR em 12 de dezembro de 2025. Assinado pelos deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Carol De Toni (PL-SC), o documento chama a atenção para o fato de o magistrado ter viajado, no jatinho particular do empresário Luiz Oswaldo Pastore, com Augusto de Arruda Botelho, um dos advogados do Master. A viagem foi em 29 de novembro e teve Lima, capital do Peru, como destino. A cidade recebeu a final da Taça Libertadores da América, que terminou com a vitória do Flamengo por 1 a 0 sobre o Palmeiras, time para o qual Toffoli torce.
Os estranhos negócios da família Toffoli
O fundo que comprou R$ 20 milhões em ações do resort Tayayá, dos irmãos do ministro do STF Dias Toffoli, transferiu todos os ativos que detinha para uma offshore das Ilhas Virgens Britânicas, cujos proprietários não são conhecidos.
O procedimento é semelhante ao identificado pela Polícia Federal na investigação sobre o Banco Master, com supervalorização de ativos em curto período e dificuldade para identificar o destinatário final do dinheiro.
A liquidação do fundo foi feita em duas etapas. Em assembleia de 5 de novembro de 2025, a Arleen Fundo de Investimentos decidiu que entregaria seus ativos para a offshore Egide I Holding por meio de cotas. O valor da unidade era de R$ 1,51, e o montante somava R$ 11,5 milhões.
Um mês depois, em 4 de dezembro, o fundo decidiu aumentar o valor das cotas em quase 45.000%. O preço unitário saltou para R$ 679,13, e o montante repassado a offshore foi fixado em R$ 33,9 milhões.
Depois da valorização das cotas da Egide I Holding, o fundo repassou 100% do seu dinheiro para administração da offshore no paraíso fiscal. O valor inclui as ações do resort que pertenciam à família de Toffoli.
A relação próxima entre o vice-líder do governo Lula e o “Careca do INSS”
Edson Claro Medeiros Filho, ex-funcionário do empresário e lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, disse em depoimento à Polícia Federal que uma filha do senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo, viajou em uma aeronave do empresário.
De acordo com o relato feito à PF, o encontro teria ocorrido no aeroporto Catarina, em São Roque (SP), em 21 de fevereiro de 2024. Naquele dia, a testemunha e Antunes teriam desembarcado na cidade, partindo de Brasília. O depoente relatou que, após o pouso, o lobista saiu do aeroporto e retornou cerca de duas horas depois, trazendo cinco malas. Em seguida, a mulher, reconhecida pelo depoente como filha do senador, teria aparecido e cumprimentado o empresário. De lá, os três partiram rumo a Brasília.
Conversas extraídas pela Polícia Federal do telefone do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, sugerem ainda indícios de repasse de dinheiro em espécie ao ex-assessor parlamentar Gustavo Gaspar, que trabalhou no gabinete do senador Weverton Rocha (PDT-MA).
A gastança de Lula em Nova York: R$ 6 milhões
Foram divulgados os gastos de Lula e sua comitiva na viagem a Nova York para a Assembleia Geral da ONU. A farra custou aos pagadores de impostos cerca de R$ 6 milhões. As informações estão nos documentos do Ministério das Relações Exteriores encaminhados à Câmara dos Deputados.
Entre as despesas registradas, destacam-se mais de US$ 550 mil (R$ 2,9 milhões) destinados à hospedagem e US$ 603 mil (R$ 3,2 milhões) para a compra de itens de escritório e a contratação de serviços de tradução. O Itamaraty também apontou um gasto de quase R$ 100 mil com intérpretes.
Donald Trump completa um ano do segundo mandato como presidente
Hoje, Donald Trump completa um ano do segundo mandato como presidente dos Estados Unidos. Ele voltou com uma política externa de pressão sobre aliados, enfrentamento de rivais e enfraquecimento de mecanismos multilaterais, das organizações globalistas. Trump retirou os Estados Unidos de mais de 60 organizações internacionais.
Entre os fatos mais marcantes deste primeiro ano, destacam-se a captura de Nicolás Maduro, o combate ao tráfico de drogas (houve uma queda de 21% no número de mortes por overdose nos Estados Unidos — de 92 mil óbitos para 73 mil); o plano de paz em Gaza; o ataque às usinas nucleares do Irã, que acabou com a guerra entre o regime dos aiatolás e Israel; o endurecimento da política anti-imigração; os cortes de servidores públicos federais (150 mil se desligaram); e a revisão e eliminação de programas de diversidade, equidade e inclusão em agências federais e contratos governamentais.
Era para ser “de graça”… Bilhete do metrô de NY fica mais caro
O novo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, um muçulmano comunista, praticamente prometeu, durante a campanha eleitoral, tudo “de graça” para a população da cidade… Ele tomou posse no primeiro dia do ano, e ontem quem mora na maior cidade americana passou a pagar mais pelo bilhete de metrô… O preço subiu de US$ 2,90 para US$ 3.
Os crimes dos aiatolás na repressão a manifestações no Irã
Médicos iranianos foram impedidos pela ditadura de tratar manifestantes presos e feridos, segundo denúncia da organização não governamental Irã Direitos Humanos (IDH). O relato reúne casos ocorridos na Penitenciária Central de Shiraz, que fica a cerca de 300 quilômetros do litoral do Golfo Pérsico.
De acordo com a ONG, ao menos um médico foi preso depois de insistir em prestar atendimento a detentos feridos, com o objetivo de evitar mortes por hemorragia dentro da penitenciária. Fontes ouvidas pela IDH, sob condição de anonimato, relataram a detenção de vários adolescentes durante a repressão aos protestos.
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