O presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), disse que os Estados Unidos “foram burros” ao devolver a Groenlândia à Dinamarca após o fim da 2ª Guerra Mundial.
A fala, realizada em discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, nesta 4ª feira (21.jan.2026), dá-se em meio à tensões entre a administração do republicano e a Europa.
Citando seu interesse na Groenlândia, Trump diz que deseja a ilha por motivos de segurança nacional, e não pela presença de terras raras no território.
Para o republicano, o mundo estaria “falando alemão” se não fosse pelos EUA e sua vitória na 2ª Guerra. Trump vincula o direito norte-americano à Groenlândia a uma suposta dívida histórica pelo combate aos nazistas.
Trump impôs, no sábado (17.jan), tarifa de 10% a 8 países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que se opõem ao controle da Groenlândia pelos norte-americanos. Autoridades do território autônomo da Dinamarca declararam reiteradas vezes que a ilha não está à venda. Europeus devem se encontrar na 5ª feira (22.jan) para decidir se retaliarão economicamente os EUA.
EUA & GROENLÂNDIA
Controlar a Groenlândia não é uma vontade nova de Donald Trump. Ele já havia manifestado interesse na região em 2019, durante seu 1º mandato à frente dos EUA, e depois em dezembro de 2024, antes de tomar posse para um 2º mandato.
O republicano já disse que se não controlar a Groenlândia “do jeito fácil”, então será do “jeito difícil”. Afirmou também, dias depois de os EUA capturarem Nicolás Maduro em uma ação militar na Venezuela, que “não precisa do direito internacional” e que seu poder é limitado apenas por sua “própria moralidade“.
Trump alega que a Groenlândia é fundamental para a segurança nacional dos EUA, para afastar a “ameaça russa” e citou a construção do Domo de Ouro, sistema de defesa para proteger o país de mísseis. O custo estimado do Golden Dome é de US$ 175 bilhões.
Além das ameaças de controlar a região à força, Trump também avalia comprar a Groenlândia e oferecer pagamentos diretos aos moradores da ilha. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, declarou em 13 de janeiro que o território autônomo escolheria seguir ligado à Dinamarca, e não aos EUA.
Trump publicou em seu perfil na Truth Social uma montagem em que ele finca a bandeira dos EUA na Groenlândia
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