A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), deve deixar o cargo até o fim de março para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná nas eleições de 2026. A desincompatibilização é exigida pela legislação eleitoral.
Segundo apurou o Poder360, a candidatura foi um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Gleisi tinha eleição considerada mais segura para a Câmara dos Deputados, mas aceitou concorrer ao Senado.
A saída da ministra não deve provocar mudanças imediatas na articulação política do governo. A orientação do Planalto é manter soluções internas durante o ano eleitoral.
Na Secretaria de Relações Institucionais, o nome mais citado para assumir interinamente é o do secretário-executivo Marcelo Almeida Costa. Diplomata de carreira, ele é visto como quadro técnico capaz de dar continuidade ao trabalho da pasta.
A avaliação no governo é que a desincompatibilização não interrompe a articulação política. Mesmo fora do cargo, Gleisi deve seguir atuando nos bastidores e no partido.
Outros nomes chegaram a ser mencionados para a função, como o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social), mas aliados afirmam que Lula não pretende mexer em quadros centrais até o fim das eleições.
A tendência é que os secretários-executivos permaneçam no comando das pastas de forma interina até o fim do processo eleitoral, com as equipes atuais mantendo o funcionamento dos ministérios.
Esse modelo também deve ser adotado em outras áreas do governo. Na Fazenda, o secretário-executivo Dario Durigan é apontado como o nome para assumir em caso de saída de Fernando Haddad (PT).
