O líder da Oposição no Senado, o senador Rogério Marinho (PL-RN) anunciou nesta 4ª feira (21.jan.2025) que desistiu de disputar o governo do Rio Grande do Norte em 2026 e passará a coordenar a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Leia a íntegra da nota (PDF – 338 Kb)
No comunicado, Marinho afirmou que vinha se preparando ao longo de 2025 para concorrer ao governo estadual, período em que percorreu municípios potiguares e manteve contato com eleitores. No entanto, disse que avalia que o país vive um momento “excepcional” e decidiu pela mudança de planos.
O levantamento da Paraná Pesquisas divulgado em setembro de 2025 mostrou empate técnico entre o prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União Brasil), e Rogério Marinho na corrida pelo governo do Rio Grande do Norte. Bezerra aparece com 30,0% das intenções de voto, enquanto Marinho soma 28,2%, diferença dentro da margem de erro de 2,6 pontos percentuais.
Marinho citou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “maior líder popular do país”, e afirmou que ele estaria “injustamente encarcerado e impedido de participar” do processo político. O senador disse que a conjuntura nacional o levou a priorizar a disputa presidencial.
“A gratidão, a solidariedade e a lealdade a Jair Bolsonaro e ao que ele representa definem a minha decisão. Abro mão da minha candidatura e do sonho de governar o Rio Grande do Norte para me somar à luta de milhões de brasileiros que compreenderam que derrotar o PT é uma necessidade histórica”, declarou.
O senador destacou sua relação política com Bolsonaro, de quem foi aliado durante o governo, e afirmou que a decisão foi motivada por “gratidão, solidariedade e lealdade” ao ex-presidente e ao seu grupo político. Segundo Marinho, a atuação ao lado de Flávio Bolsonaro teria como objetivo “resgatar o país” e, indiretamente, contribuir para o futuro do Rio Grande do Norte.
O senador potiguar ocupou 2 cargos durante o governo Bolsonaro. Marinho foi ministro do Desenvolvimento Regional, de fevereiro de 2020 a março de 2022. Também foi secretário especial de Previdência e Trabalho, de janeiro de 2019 a fevereiro de 2020.
Marinho também reafirmou apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e defendeu a libertação de Jair Bolsonaro.
“Quando essa tarefa for cumprida, estaremos contribuindo decisivamente não apenas para o Brasil, mas também para o futuro do nosso Rio Grande do Norte”, afirmou.
