O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União Brasil), disse, em entrevista ao Poder360, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usa os atos de 8 de Janeiro como principal pauta de seu governo e ignora temas como saúde e educação.
Segundo Caiado, Lula mantém o tema como eixo central do discurso político e deixa de tratar de outros assuntos relevantes para o país. “O 8 de Janeiro é a pauta do presidente. É a mesma ladainha”, afirmou. Para o governador, o Brasil ficou “3 anos sem fazer nada” porque o governo estaria concentrado nos episódios de depredação das sedes dos Três Poderes.
Caiado declarou que o presidente se sustenta politicamente ao explorar o tema. “Isso não é porque ele foi induzido, é porque ele sobrevive em decorrência de alimentar esse clima de ódio e de cizânia no país”, disse.
O governador afirmou ainda que é preciso dar um exemplo claro de autoridade e respeito às instituições.
“Eu não quero um dia na Presidência, quero um minuto. Quero ver quem entra no Palácio do Planalto e quebra qualquer coisa. É o exemplo que você tem que dar”, declarou.
Para Caiado, o país deve ser governado com foco na pacificação, mas com firmeza e cumprimento das leis. “Para construir a paz, você tem que ser firme, desde que as regras e as leis sejam cumpridas”, afirmou.
Durante a entrevista, Caiado também disse que, se eleito presidente da República, concederá anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e às pessoas presas em razão dos atos de 8 de Janeiro. “Todo mundo alforriado”, declarou.
Caiado também defendeu a prisão domiciliar para o ex-presidente por motivos médicos. Declarou que as condições podem comprometer a “sobrevivência” do ex-presidente.
Assista à entrevista completa (1h22min10s):
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, depois de condenação definitiva por liderar a organização envolvida na tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023. Estava cumprindo pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Foi transferido para a Papudinha em 15 de janeiro.
A transferência foi determinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, depois de a defesa apresentar requerimentos relacionados à saúde e bem-estar do ex-presidente, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses pela condenação no caso da trama golpista. Leia a íntegra (PDF – 1MB).
