A hipótese de saída de Sidônio Palmeira da Secom (Secretaria de Comunicação) não avançou. O ministro permanecerá no cargo até o final do mandato. Sidônio foi o marqueteiro da campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022.
Na prática, Sidônio já é o mentor da comunicação do petista para além do governo. O marqueteiro Raul Rabelo deve assumir a campanha de fato. Foi indicação de Sidônio, que já trabalhou com Rabelo.
Considerado um dos principais conselheiros políticos do presidente, Sidônio assumiu a Secom em janeiro de 2025, no lugar de Paulo Pimenta. No cargo, coordena a estratégia de comunicação do governo federal e a interlocução da Esplanada dos Ministérios com a imprensa.
A manutenção de Sidônio na Secom assegura a continuidade da coordenação da comunicação em um período de reorganização política e eleitoral. Além da definição de diretrizes de comunicação, o ministro atua na articulação entre ministérios. Participou das discussões que levaram à escolha de Wellington Costa Lima para o Ministério da Justiça.
O cenário envolve mudanças esperadas no 1º escalão. Diversos ministros devem deixar o governo até abril para disputar as eleições de outubro. Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil) devem se desincompatibilizar para concorrer ao Senado pelo Paraná e pela Bahia.
Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) avalia a transferência de domicílio eleitoral para São Paulo para disputar uma vaga no Senado. O prazo para a mudança é 6 de maio.
Fernando Haddad (Fazenda) informou que pretende deixar o governo em fevereiro para atuar na campanha de reeleição do presidente Lula.
A missão de Sidônio
Sidônio assumiu a Secom com foco na organização da comunicação governamental e na ampliação da presença de ministros na imprensa. Em 2025, ministros e secretários concederam 961 entrevistas exclusivas, segundo levantamento do Poder360.
A estratégia incluiu a participação direta do presidente em entrevistas para detalhar ações do governo. Ao longo do ano, o ministro também enfrentou episódios de repercussão negativa na comunicação do governo, como boatos sobre taxação do Pix, fraudes em benefícios do INSS e debates sobre mudanças no IOF.
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