PF faz operação no Rio para investigar investimentos no Master
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira, a Operação Barco de Papel para investigar suspeitas de irregularidades em aplicações financeiras que teriam colocado em risco recursos de autarquia responsável pela gestão de aposentadorias e pensões de servidores públicos do Rio de Janeiro, o Rioprevidência. O presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, e diretores da autarquia são alvos da ação.
A investigação apura um conjunto de nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de cerca de R$ 970 milhões em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. Segundo a PF, os investimentos apresentariam nível de risco incompatível com a finalidade previdenciária do fundo.
Os policiais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal. O objetivo é reunir documentos e dispositivos que ajudem a esclarecer como as aplicações foram autorizadas e quem participou das decisões.
Irmão de Toffoli diz que vendeu sua parte no resort Tayayá
José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro do Supremo Tribunal Federal, afirmou em nota, nessa quinta-feira, que a Maridt Participações, empresa dos irmãos do magistrado, não faz mais parte do resort Tayayá.
José Eugênio disse que a participação da Maridt no empreendimento foi vendida em duas operações distintas e que todas as informações da venda foram declaradas à Receita Federal.
A suspeita é de que os irmãos do ministro Dias Toffoli — um deles padre — tenham atuado como laranjas no negócio envolvendo o resort em Ribeirão Claro, no Paraná. Até hoje, Toffoli frequenta o Tayayá e é considerado pelos funcionários o verdadeiro dono do empreendimento.
PGR não quer afastar Toffoli do caso Master
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou o pedido de deputados da oposição para que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, deixe a relatoria do Caso Master.
Os parlamentares representaram à PGR pedido de impedimento e suspeição para afastar Toffoli por causa da viagem do ministro a Lima, no Peru, em 28 de novembro, em avião particular, acompanhado de um advogado que trabalha para um dos investigados na ação.
Os deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), Carlos Jordy (PL-RJ) e Caroline de Toni (PL-SC) questionaram a viagem de Toffoli na mesma aeronave em que estava Augusto de Arruda Botelho, advogado do diretor de compliance do Master, Luiz Antônio Bull, que é investigado. Toffoli e Botelho juram que só falaram de futebol…
Fachin emite nota sem pé nem cabeça sobre Master
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, publicou, na noite dessa quinta-feira, uma nota contraditória. Ele sai em defesa da atuação do ministro Dias Toffoli como relator do caso Master e também da atuação da Polícia Federal nas investigações… Não dá. Toffoli tem tentado atrapalhar o trabalho da PF desde o início. Ou Fachin defende um ou defende o outro.
Sem citar nominalmente o caso do Banco Master, o ministro diz que “situações com impactos diretos sobre o sistema financeiro nacional exigem mesmo resposta firme, coordenada e estritamente constitucional”.
Sobre todas as suspeitas envolvendo Toffoli no caso do resort Tayayá, nenhuma palavra. E as cobranças que estão sendo feitas para que sejam dadas explicações, de certa forma, viraram “ataques às instituições democráticas”: “É induvidoso que todos se submetem à lei, inclusive a própria Corte Constitucional; nada obstante, é preciso afirmar com clareza: o Supremo Tribunal Federal não se curva a ameaças ou intimidações. Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de Direito. O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel. Defender o STF é defender as regras do jogo democrático e evitar que a força bruta substitua o direito”.
A nota do presidente do STF ainda termina com um erro de concordância verbal: “Transparência, ética, credibilidade e respeitabilidade faz (sic) bem ao Estado de Direito. Este deve ser compromisso de todos nós democratas”… O que faz bem ao Brasil é um Supremo que respeite as leis, a Constituição e seja formado verdadeiramente por ministros com notável saber jurídico e reputação ilibada…
Por que Vorcaro desistiu da delação?
O banqueiro Daniel Vorcaro descartou firmar uma delação premiada. É o que indica a saída do advogado Walfrido Warde do grupo que faz a defesa do banqueiro. Warde é especialista nesse tipo de acordo. Vorcaro teria se baseado na recusa da Procuradoria-Geral da República em aceitar a proposta de Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, de revelar tudo o que sabe sobre o esquema de fraudes na cadeia dos combustíveis. A avaliação do dono do Banco Master é que o mesmo poderia ocorrer com uma eventual proposta dele. Em comum, os dois têm relações com muitas autoridades.
Do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil), ao presidente da legenda, Antonio Rueda, diversos políticos mantinham acesso privilegiado a Beto Louco. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, teria inclusive viajado em uma aeronave associada ao empresário ligado ao PCC. No caso de Vorcaro, suas conexões envolvem políticos do PT, do Centrão, além de integrantes do Judiciário e do Executivo.
Tarcísio confirma candidatura à reeleição em SP
Em publicação na rede social X, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reiterou, nessa quinta-feira, sua candidatura à reeleição em São Paulo.
Tarcísio não citou o nome do senador Flávio Bolsonaro, anunciado como pré-candidato à Presidência da República pelo pai. E confirmou que remarcou a visita a Jair Bolsonaro na Papudinha para a próxima quinta-feira.
Pouca gente percebeu, mas na publicação original no X Tarcísio escreveu: “Sou candidato à reeleição do governo do estado de São Paulo”. Rapidamente, a publicação foi apagada e reapareceu com a expressão ‘pré-candidato’, em vez de ‘candidato’.
Presidente interina da Venezuela tinha acordo antigo com EUA
Delcy Rodríguez, a atual presidente interina da Venezuela, que era vice de Nicolás Maduro, aceitou cooperar com os Estados Unidos antes mesmo da captura do líder chavista, no começo de janeiro. A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Guardian.
As discussões teriam começado entre março e junho do ano passado. Além da presidente venezuelana interina, o presidente da Assembleia Nacional e irmão de Delcy, Jorge Rodríguez, também participou das conversas.
Durante os contatos, a atual presidente interina da Venezuela teria dito que Maduro precisava sair do poder. Mesmo assim, autoridades ouvidas pelo The Guardian afirmaram que Delcy não teria ajudado na queda de Maduro, e se limitou a prometer cooperação com os americanos, se o herdeiro político de Hugo Chávez caísse.
Apesar de pregar um discurso interno de defesa da soberania, Delcy Rodríguez tem dado diversas sinalizações positivas aos interesses do governo Trump. Ela assumiu a presidência da Venezuela no último dia 5 de janeiro.
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