A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen (Partido Social Democrata, centro-esquerda), visitou a Groenlândia neste sábado (24.jan.2026). Segundo a premiê dinamarquesa, o objetivo de sua ida é demonstrar apoio aos moradores da ilha, que passa por um momento de tensão ante a pressão dos Estados Unidos para anexar o território.
Em conversa com jornalistas, Frederiksen classificou a situação do país como um “momento difícil”. A Groenlândia é um território de autonomia ampliada do Reino da Dinamarca. Frederiksen foi recebida pelo primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, no aeroporto de Nuuk, onde se abraçaram.
Os líderes fizeram uma caminhada pelo centro de Nuuk, capital do país.“Estamos preparando os próximos passos. Acima de tudo, estou aqui para demonstrar nosso forte apoio ao povo da Groenlândia neste momento difícil”, declarou Frederiksen.
A Groenlândia e a Dinamarca estão sob pressão da Casa Branca desde o início do mês, quando o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), intensificou seus esforços para tomar o controle da ilha. A Groenlândia é rica em recursos naturais e tem uma posição estratégica no Ártico. O território é considerado fundamental para o sistema de alerta de mísseis do país e para o monitoramento naval do Atlântico Norte.
Trump diz que precisa anexar a Groenlândia por motivos de segurança nacional e que o território seria necessário para proteger seus aliados. Trump nega que tenha interesse em seus recursos. Já comentou sobre a possibilidade em 2019, mas voltou a tratar do caso desde que retornou à Casa Branca.
O republicano subiu o tom nas últimas semanas e disse que pretende anexar a Groenlândia “de um jeito ou de outro”. Trump declarou que prefere fechar um acordo com o governo dinamarquês, mas que é inevitável que seu país assuma algum tipo de controle sobre o território. “Se nós não ficarmos com a Groenlândia, a Rússia ou a China o farão”, disse Trump em 11 de janeiro.
Na 3ª feira (20.jan), Nielsen pediu que a população do território se prepare para uma eventual incursão militar dos EUA. Disse que a possibilidade de um confronto armado é “improvável”, mas não descartou a possibilidade.
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