Os trabalhadores do Programa Engraxate Brasil arrecadaram R$ 156.588 em Brasília em 2025. Eles realizaram 13.049 serviços na Esplanada dos Ministérios e outros órgãos públicos. O projeto possibilita que pessoas de baixa renda e em situação de vulnerabilidade tenham inclusão profissional com o cuidado de objetos de couro, especialmente sapatos.
Os valores cobrados variam de R$ 9 (sapato social) a R$ 120 (casacos de couro) –leia os valores mais abaixo. O projeto começou com a AMS Samambaia (Associação dos Moradores de Samambaia) e ganhou força com o MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos), da ministra Esther Dweck.
Parceria com governo federal começou em setembro de 2025
Na Esplanada, os engraxates começaram os trabalhos em setembro no Bloco K, sede do Ministério do Planejamento e Orçamento e do Ministério do Planejamento e Orçamento. Atualmente, os serviços atendem 28 prédios de Brasília.
O idealizador do programa e engraxate, Zaqueu Braga, disse que o projeto ajuda pessoas que eram beneficiárias do programa Bolsa Família e não tinham espaço no mercado de trabalho. Afirmou ainda que a maioria dos engraxates são mulheres.
Os trabalhadores circulam uniformizados –de terno– pelos prédios. Estão disponíveis de 2ª a 6ª feira semanalmente, das 8h às 18h. O pagamento do serviço é feito diretamente ao trabalhador, via Pix ou dinheiro em espécie. O MGI disse que esse modelo garante autonomia e renda integral ao trabalhador.
São 21 profissionais em atividade desde o início do programa. Há 2 engraxates que foram incluídos no mercado formal, com CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Ao final do serviço, a pessoa que contratou o engraxate preenche um formulário com nome, data e avaliação (de 0 a 5). Há também um espaço para comentários sobre os serviços.
Leia abaixo a distribuição dos 21 profissionais em atividade desde início:
- 8 – nos ministérios do Governo Federal;
- 8 – em 4 prédios administrativos da Caixa Econômica Federal;
- 3 – na Presiência da República;
- 2 – no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) e no MPT (Ministério Público do Trabalho).
Até o momento o programa registrou 713 relatórios diários de produção da rede de atendimento. A Caixa representa a cerca de 56% dos registros. O governo federal fica com 37% do total.
Segundo relatório, mais de 79% dos trabalhadores atuam mais de 4 horas por dia. O programa disse que o monitoramento aponta uma correlação direta entre o tempo total de trabalho e a produção realizada. Mais de 43% têm de 11 a 20 serviços por dia.
“Nosso maior desafio para zerar o banco de reservas e atingir a meta incluindo 65 novos engraxates até abril de 2026 é ampliar parceria com o Governo Federal, visto que apenas 31% dos ministérios fizeram adesão ao acordo de cooperação técnica”, disse o programa.
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