O sistema de drenagem de São Paulo entrou em colapso novamente nesta terça (27) após uma chuva torrencial atingir a cidade, registrando mais de mil raios, derrubando árvores na região central e deixando milhares de moradores da Zona Sul isolados e sem luz.

O cenário na capital paulista se transformou radicalmente na tarde desta terça-feira, 27. Em questão de minutos, o dia virou noite quando nuvens carregadas cobriram o horizonte, despejando um volume de água capaz de paralisar as principais artérias da cidade.
A visibilidade reduzida e a intensidade das precipitações colocaram toda a metrópole em estado de atenção, desencadeando uma série de transtornos que afetaram desde a mobilidade urbana até o fornecimento básico de energia elétrica. O sistema de monitoramento registrou impressionantes 1.181 raios tocando o solo do município em poucas horas, evidenciando a severidade do sistema meteorológico que atuou sobre a região.
Toda vez que chove em São Paulo, é isso!
Não é sobre controlar chuva, mas preparar a cidade pra ela. O prefeito Ricardo Nunes REDUZIU em 20% o orçamento de combate às enchentes pra 2026.
O mesmo grupo tá no poder desde 2016 (Dória, Covas e agora Nunes) e o que foi feito? pic.twitter.com/H0gCAZdAzz— Gabriel dos Animais (@GabrielDosAnima) January 27, 2026
Esse bombardeio elétrico, somado à força dos ventos, resultou em consequências diretas para a infraestrutura, deixando milhares de moradores às escuras e expostos aos perigos das enxurradas que tomaram conta das vias.
Apagão e colapso na mobilidade urbana
A força da tempestade atingiu a rede de distribuição elétrica. Dados confirmados pela Enel indicam que mais de 80 mil imóveis ficaram sem luz na Região Metropolitana, sendo a grande maioria concentrada dentro da capital. A interrupção do serviço não apenas trouxe desconforto residencial, mas também complicou ainda mais a gestão do tráfego, desligando semáforos em cruzamentos movimentados e ampliando a sensação de desordem.
EM SP, CHOVEU, PHODEU !
NUNES E TARCÍSIO: A DUPLA QUE OMITE MAIS DO QUE GOVERNA.
A CHUVA ALAGA, ELES SE ESCONDEM.
SÃO PAULO MERECE GOVERNANTES, NÃO FANTASMAS DE TERNO.
QUEDA DE ÁRVORES E ALAGAMENTOS, A HISTÓRIA SE REPETE !
NÃO VOTEM NESSA DUPLA, NUNES E TRAICÍNICO. pic.twitter.com/Dtt6s4kvFm— ZOIOAZULADO (@xregis61) January 27, 2026
Simultaneamente, o trânsito nas zonas mais críticas travou completamente. A Avenida 23 de Maio, um dos corredores mais importantes da cidade, tornou-se intransitável próximo ao Viaduto Euclides Figueiredo. Na região central, a queda de uma árvore de grande porte bloqueou a Rua da Consolação, obrigando motoristas a buscarem rotas alternativas em meio ao caos.

Já na Zona Sul, áreas como M’Boi Mirim e Capela do Socorro sofreram com pontos severos de acumulação de água, incluindo o alagamento do Terminal João Dias, que prejudicou a circulação de ônibus e o retorno dos trabalhadores para casa.
O desafio da drenagem e a frequência dos eventos
Além dos transtornos imediatos, o episódio reacende o debate sobre a capacidade de escoamento da cidade. Especialistas apontam que a infraestrutura atual, dependente majoritariamente de piscinões, já não consegue acompanhar o novo padrão de chuvas intensas.
Estatísticas municipais revelam um cenário preocupante: no último ano, os registros de alagamentos cresceram 31%, enquanto as inundações saltaram 61%. Neste início de verão, a região metropolitana já contabilizou vítimas fatais, incluindo um aposentado de 75 anos na Zona Norte, reforçando que a combinação de urbanização densa e tempestades severas continua sendo uma equação perigosa para a população.
Referências da notícia
Chuva em SP causa alagamentos, caos no trânsito e deixa 80 mil imóveis sem luz. 27 de janeiro, 2026.
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