A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), defendeu nesta 3ª feira (28.jan.2026) que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), dispute as eleições de 2026. Para ela, o momento político exige que todos os principais quadros do partido participem do processo eleitoral como forma de barrar o avanço da extrema-direita no país.
“Estamos em uma quadra histórica de defesa da democracia. Não temos o direito de deixar a extrema-direita voltar a governar”, afirmou Gleisi. Segundo ela, todos devem “vestir a camisa” e fazer o que sabem de melhor na disputa eleitoral.
Haddad confirmou que deixará o Ministério da Fazenda. Ele diz não querer concorrer nas eleições, mas é cotado para disputar o governo de São Paulo –cargo que já tentou em 2018 e 2022, mas foi derrotado nas duas ocasiões. Ele também foi prefeito da capital paulista entre 2013 e 2016.
A dirigente petista confirmou que aceitou o convite do presidente Lula para ser candidata ao Senado pelo Paraná. “Já fui senadora pelo Brasil e acho que temos chance de fortalecer o governo no Paraná”, disse.
Sobre a reforma ministerial, Gleisi afirmou que vários ministros devem deixar os cargos para disputar as eleições. A prioridade do PT é ampliar a bancada na Câmara dos Deputados. Em 2022, o partido elegeu 69 deputados federais. A meta agora é chegar a 85 cadeiras.
A ex-presidente do PT reconheceu que a eleição será disputada. Ela citou que o bolsonarismo continua forte e usa as mesmas táticas de sempre: fake news, mentiras e falta de projeto para o país. “Isso não nos assusta. Sabemos que será uma eleição disputada, mas temos muita coisa a mostrar”, declarou.
Gleisi destacou que Minas Gerais é um estado estratégico.“Quem ganha em Minas, ganha no Brasil”, afirmou, citando o resultado de 2022 como exemplo. Segundo ela, o presidente Lula vai insistir para que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), seja candidato ao governo mineiro.
Pacheco ainda não definiu se disputará o Palácio Tiradentes. O senador tem sido pressionado pelo PT e pelo PSD para liderar a chapa governista em Minas Gerais, estado onde o bolsonarismo cresceu nas últimas eleições. Em 2022, Jair Bolsonaro venceu Lula no estado no 1º turno.
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