O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), informou que o PSD (Partido Social Democrático) definirá seu candidato à Presidência da República em meados de abril de 2026. A declaração foi feita nesta 4ª feira (28.jan.2026) durante entrevista à GloboNews. Segundo o governador paranaense, a escolha será entre 3 nomes: ele próprio, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
A definição acontecerá apenas depois de 4 de abril, data limite para desincompatibilização de governadores que pretendem participar das eleições. Até lá, os possíveis candidatos mantêm como prioridade a administração de seus Estados.
“O foco atual é cumprir os mandatos até o prazo de desincompatibilização”, declarou Ratinho Júnior.
O partido busca se posicionar como alternativa à polarização política no Brasil. O governador paranaense criticou a divisão entre lulismo e bolsonarismo.
“Esse ‘fla-flu político’ não tem trazido benefício para Dona Maria ou para o Seu Zé”, afirmou Ratinho Júnior em alusão ao povo brasileiro. Ele acrescentou que o Brasil “anda de lado” enquanto países como Índia e China avançam economicamente.
reforço na legenda
A articulação interna do PSD foi fortalecida com a recente decisão de Ronaldo Caiado de deixar o União Brasil para se filiar ao partido comandado por Gilberto Kassab. Ratinho Júnior, no entanto, evitou sugerir que Caiado seria o “escolhido” como candidato presidencial do partido.
A entrada de Caiado na sigla reorganiza o panorama eleitoral brasileiro, com impacto nas articulações estaduais. O partido pretende se estabelecer como opção de centro-direita sem vinculação direta com Jair Bolsonaro (PL).
Ratinho Júnior reconheceu que a tentativa de criar uma 3ª via enfrentará resistência dos grupos políticos já estabelecidos, mas disse acreditar que existe espaço na sociedade para uma candidatura que “vire a página” das discussões do passado.
Ao falar sobre outros atores políticos, o governador do Paraná considerou “normal” a candidatura de Flávio Bolsonaro pelo PL (Partido Liberal), destacando sua legitimidade pelo tamanho do partido e pelo capital político herdado do pai.
Sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho o definiu como “grande cabo eleitoral” e afirmou ser natural o apoio a Flávio devido à “ligação histórica com a família”.
O governador paranaense indicou que, em caso de 2º turno entre um nome da esquerda e outro da direita, a união entre as legendas deste último campo seria o caminho mais provável.
Powered by WPeMatico
