A adoção do reconhecimento facial em estádios brasileiros com capacidade superior a 20.000 pessoas impulsionou o mercado de biometria no país e se insere em um setor que movimentou US$ 60 bilhões no mundo em 2025. A exigência entrou em vigor em 14 de junho de 2025, com a Lei Geral do Esporte.
Segundo estimativa da empresa de consultoria Mordor Intelligence, o mercado global de biometria deve ultrapassar US$ 120 bilhões até 2029. No Brasil, dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas) indicam que, caso a tecnologia de autenticação biométrica fosse desligada, a economia teria perda de R$ 4,7 milhões por dia no PIB, o equivalente a R$ 1,6 bilhão em um ano.
Nos estádios, o sistema eliminou ingressos físicos e QR Codes, transformando o torcedor em seu próprio bilhete. “A liberação acontece em segundos, apenas com o reconhecimento do rosto, o que reduz filas e melhora o fluxo de entrada”, afirma Ricardo Cadar, fundador da Bepass, empresa especializada em biometria facial para arenas esportivas.
De acordo com Cadar, a tecnologia também impactou os programas de sócio-torcedor. “Com o fim dos cambistas, o torcedor precisa estar cadastrado para comprar ingressos, o que aumentou o número de associados aos clubes”, disse.
O reconhecimento facial é apenas um dos segmentos em expansão dentro do setor. O mercado global específico dessa tecnologia foi avaliado em US$ 6,42 bilhões em 2024 e pode atingir US$ 35,14 bilhões até 2035, segundo a empresa de consultoria Market Research Future. “O futebol é só o começo. Há espaço em shows, eventos, universidades e hospitais”, afirma Cadar.
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