O presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Carlos Viana (Podemos-MG), disse nesta 5ª feira (29.jan.2026) que pretender colocar em votação próxima semana a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Se não for na próxima 5ª [5.fev], na outra semana. Eu vou chamar os líderes. Vou conversar com eles. Vou colocar isso à mesa. Vai ser a 3ª vez que nós vamos tentar [aprovar a convocação]”, disse Viana a jornalistas.
Lulinha, como é conhecido, é suspeito de estar envolvido nos desvios de recursos de aposentados e beneficiários do instituto. Foi citado 3 vezes em decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que autorizou nova fase da operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em 18 de dezembro.
Em 4 de dezembro, o governo venceu a oposição no colegiado e conseguiu blindar a convocação do filho de Lula. A estratégia da oposição agora é tentar um acordo com integrantes do Centrão que votaram contra o requerimento e tem mais tendência a flutuar. Saiba como votou cada congressista.
Já há ao menos 3 requerimentos protocolados na CPMI para convocar Fábio Luis. Um deles é do relator, Alfredo Gaspar (Uniao Brasil-AL) –aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
ENTENDA O CASO
O Poder360 antecipou em 4 de dezembro o que a operação da Polícia Federal tornou pública na 5ª feira: a informação de que o filho do presidente recebeu mesadas do Careca do INSS no exato valor de R$ 300 mil. E mostrou a proximidade de Lulinha com Roberta Moreira Luchsinger. Ambos viajaram juntos ao menos 6 vezes, sendo uma delas para Portugal. Outros documentos da corporação aos quais este jornal digital teve acesso indicam que o “filho do rapaz” seria Lulinha.
O documento diz que houve 5 pagamentos de R$ 300 mil feitos por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e tido como o principal articulador das fraudes na Previdência, para a lobista Roberta Luchsinger, amiga próxima de Lulinha.
Além disso, um dos documentos apreendidos pela Polícia Federal na 1ª fase da operação Sem Desconto, realizada em abril, mostra uma referência direta ao nome de Fábio Luís. Uma anotação em uma agenda traz a referência “Fábio (filho Lula)” ao lado de informações sobre credenciais para o acesso a um camarote para um show em Brasília.
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