Tom Homan, conhecido como “czar da fronteira” de Donald Trump (Partido Republicano), declarou nesta 5ª feira (29.jan.2026) que o governo norte-americano pode diminuir o número de agentes em Minnesota desde que as autoridades locais colaborem com a administração federal.
A principal exigência de Homan é o acesso às prisões. Ele quer que a polícia local entregue imigrantes com ficha criminal diretamente às unidades prisionais, evitando operações de risco nas ruas e bairros. “Dê-nos acesso às prisões para que possamos fazer o nosso trabalho em um ambiente seguro”, afirmou.
A declaração de Homan, que assumiu a liderança da fiscalização da imigração de Trump em Minneapolis, foi feita após a morte do enfermeiro Alex Jeffrey Peretti, baleado por um agente do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, na sigla em inglês) no último sábado (24.jan). O incidente desencadeou uma onda de protestos e críticas de líderes locais, que se opõem às táticas da administração. Foi a 2ª morte provocada por agentes do ICE em Minneapolis apenas neste mês de janeiro de 2026. A 1ª vítima foi a Renee Nicole Macklin Good, em 7 de janeiro.
Em sua fala, Homan defendeu a ação dos oficiais e afirmou ter “tolerância zero” com quem tentar impedir o trabalho da imigração. Ele alertou que interferir em operações federais é um crime grave e resultará em prisões imediatas.
Para Homan, a resistência local é o que obriga o governo a realizar prisões em locais públicos. Ao ser questionado sobre quanto tempo permaneceria coordenando as operações em Minnesota, ele respondeu que ficará na cidade “até que o problema desapareça”.
A administração federal reforçou que possui verba e recursos humanos para manter a operação por tempo indeterminado, independentemente da resistência política do governo estadual. “Não vamos pedir desculpas por aplicar a lei. Se as autoridades locais não cooperarem, nós faremos o trabalho sozinhos”, disse.
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