Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, criticou nesta 5ª feira (29.jan.2026) as projeções feitas pelo mercado financeiro a respeito do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Para ele, os economistas desconsideram “o PIB dos mais pobres”, produzido quando se tem o “desenvolvimento social como parte estratégica do desenvolvimento econômico”.
Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), Dias declarou que “muitos economistas erram –e estão errando todo ano– na hora de fazer as previsões de crescimento econômico. Como dizem lá no meu Nordeste, um pessimismo de lascar. E aí, quando termina o ano, 3,4% de crescimento. Por quê? Por que houve um crescimento grande em 2024, um ano dificílimo? Eu digo: É o PIB dos mais pobres”.
De fato, a última estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia do Brasil em 2024 era de 1,5%. O PIB do país cresceu 3,4% em 2024. Para 2023, a projeção era de 0,8%. Contudo, a economia brasileira cresceu 3,2% –4 vezes mais.
Especialistas também estimaram alta de 0,36% para o PIB em 2022, mas o indicador avançou 3%. Para 2021, a projeção do mercado financeiro era de que a economia brasileira subisse 3,4%. Ao final, cresceu 4,8%.
O ministro afirmou que os programas de transferência de renda ou de assistência têm impactado positivamente o mercado. Segundo Dias, cerca de 9 milhões de famílias contempladas integral ou parcialmente pelo Bolsa Família, principal programa do governo federal, têm carteira assinada.
“Nós modificamos: só sai do Bolsa Família quando sai da pobreza. Essa foi uma mudança fantástica. E quando sai, não pode mais ter medo. Se perder o emprego, volta para o Bolsa Família de maneira automática, não precisa enfrentar fila”, disse.
Ele também destacou que o governo federal acionou a PF (Polícia Federal) contra os boatos que circulam nas redes sobre a inclusão de condicionantes para o pagamento do Bolsa Família, como exigência de um número mínimo de filhos, ou a limitação de saque do benefício.
“É gente do mal. E gente do mal cometendo crime. Eu acionei logo nos primeiros momentos a Rede Federal de Fiscalização do Bolsa Família, que tem a presença da PF e, doa a quem doer, vamos encontrar quem está fazendo esse desserviço”, afirmou o ministro.
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