O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou rombo de R$ 13 bilhões em 2025. O saldo negativo equivale a 0,10% do PIB (Produto Interno Bruto).
Para atingir esse resultado e cumprir o arcabouço fiscal, a equipe econômica desconsiderou R$ 48,7 bilhões de despesas. Com os gastos, o deficit é de R$ 61,7 bilhões (ou 0,48% do PIB). A alta real (descontada a inflação) é de 32,3% ante 2024, quando o rombo foi de R$ 42,9 bilhões.
Eis abaixo os gastos que foram retirados do cálculo para cumprir a meta:
- precatórios excedentes – R$ 41,1 bilhões;
- ressarcimento de beneficiários do INSS que foram alvo de descontos ilegais – R$ 2,8 bilhões;
- despesas temporárias de educação e saúde – R$ 2,2 bilhões;
- projetos estratégicos de defesa nacional – R$ 2,5 bilhões.
O Tesouro Nacional divulgou o resultado nesta 5ª feira (29.jan.2026). Leia a íntegra (PDF – 892 kB) da apresentação.
O resultado primário corresponde ao saldo entre receitas e despesas, desconsiderando o pagamento de juros da dívida. As contas públicas ficaram no vermelho em todos os anos do 3º mandato do governo petista.
A equipe econômica do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha meta de zerar o deficit primário em 2025.
A tolerância do objetivo fiscal permite que houvesse, em 2025, um deficit primário de até 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto), que correspondia a R$ 31 bilhões.
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