O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foram recebidos pelo príncipe Khalid bin Hamad Al Khalifa no palácio real do Bahrein na 5ª feira (29.jan.2026). A visita oficial, que se estenderá até domingo (1º.fev), inclui um jantar privado oferecido pelo membro da família real barenita à comitiva brasileira.
A delegação desembarcou em um aeroporto exclusivo da família real. Também viajaram os deputados federais Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Rodrigo Valadares (União Brasil-SE), além do blogueiro Paulo Figueiredo, procurado pela Justiça brasileira. Em seu perfil no X, Flávio disse estar convicto de que “o Brasil precisa plantar as sementes certas e se posicionar com seriedade, responsabilidade e visão de futuro”, sempre em defesa da pátria e dos valores do povo brasileiro.
Na chegada ao Bahrein, o senador afirmou que a viagem tem como foco o fortalecimento do diálogo institucional e da cooperação internacional. Ele destacou que as reuniões agendadas buscam promover a troca de experiências em áreas consideradas estratégicas para o Brasil.

agenda oficial durante pré-campanha
A viagem ao país do Golfo Pérsico integra uma agenda oficial do Senado brasileiro e ocorre em um momento em que Flávio, pré-candidato à Presidência da República, articula contatos com lideranças conservadoras internacionais.
Antes de chegar ao Bahrein, a comitiva esteve em Israel para participar da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, realizada no Knesset (o Parlamento israelense). Na ocasião, o senador classificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como antissemita. O petista, em seguida, mobilizou o governo para se antecipar a uma ofensiva bolsonarista durante a campanha.
Em vídeo publicado no X, Flávio elogiou o modelo econômico do Bahrein, comparando-o com a Venezuela. Ele reforçou que, além do petróleo, o país tem um turismo forte, produção de alumínio, finanças globais e logística estratégica. “Só isso não basta para um país crescer”, disse, criticando uma “insegurança jurídica” no Brasil que, segundo ele, impede maior comércio bilateral, apesar da embaixada inaugurada por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O pré-candidato defendeu oportunidades para o agro brasileiro exportar alimentos ao Oriente Médio e importar fertilizantes do Bahrein, e lamentou laços rompidos com Israel sob o governo de Lula.
“É como enviar um navio de minério de ferro de MG e receber uma canoa de laptops”, comparou Flávio, cobrando retomada de relações para gerar empregos.
O Bahrein representa um importante parceiro comercial para o Brasil, principalmente para o agronegócio. O país importa carnes, café e grãos brasileiros, sendo considerado uma das principais economias do Golfo Pérsico e um centro de integração regional.
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