Estes sistemas devem organizar a precipitação sobre o país, afetando principalmente as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
- Mais informações: Entre esta sexta e a terça-feira será um período extremamente chuvoso no Brasil; veja os estados sob alerta

O Brasil está entrando em um período extremamente úmido nesta reta final de janeiro. Entre esta sexta-feira (30) e a próxima quarta-feira (4), tempestades severas e chuvas intensas irão se espalhar sobre uma ampla faixa do país, abrangendo parte das cinco regiões.
Em alguns estados, o volume acumulado pode alcançar ou ultrapassar 250 mm, e há alertas vigentes para transtornos relacionados a alagamentos, enchentes, inundações súbitas, risco de granizo e rajadas intensas de vento. Essas chuvas serão organizadas pelo desenvolvimento de dois ciclones, que se formarão entre a costa Sul e Sudeste. Confira os detalhes.
Formação de ciclones na costa do Brasil
O primeiro dos dois ciclones deve consolidar sua formação, ao fechar seu centro de baixa pressão, entre sexta-feira (30) e sábado (31). Mas seus efeitos já vem sendo sentidos, uma vez que, ao longo do seu desenvolvimento, a pressão atmosférica diminui e há um maior fluxo de umidade em direção a esta região. Tempestades e chuvas volumosas já vêm sendo registradas.

Este ciclone irá se deslocar para sudeste, em direção ao Oceano Atlântico, já a partir do sábado (31), mas sua frente fria e o escoamento da atmosfera associados a ele irão produzir tempestades e chuvas volumosas sobre uma ampla área entre o Centro-Oeste, Sudeste e Sul ao longo do fim de semana.
Ao longo da segunda-feira (2) uma nova área de baixa pressão atmosférica começa a se aprofundar (intensificar) no Sul do país, dando origem a um novo ciclone nos dias seguintes. Esta baixa pressão serve como uma espécie de “âncora” na atmosfera, e ajuda a canalizar a umidade da região amazônica através de um rio atmosférico.
A princípio, a previsão do modelo de confiança da Meteored, o ECMWF, indica que este ciclone irá se consolidar a partir de terça-feira (3), na costa Sul, e as chuvas relacionadas a ele devem continuar ao longo de toda a semana.

É importante destacar que os modelos numéricos de previsão do tempo, no geral, têm dificuldade de estabelecer com antecedência a posição e o dia de formação destes sistemas, sendo importante monitorar e acompanhar as atualizações da previsão.
Chuvas podem ultrapassar 250 mm
As áreas mais afetadas devem ser o Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Até quarta-feira (4), os estados sob maior risco são:
- Mato Grosso do Sul
- São Paulo
- Goiás
- Minas Gerais
- Paraná
- Santa Catarina
O pior cenário está previsto para o Mato Grosso do Sul, com acumulados ultrapassando 250 mm. Além disso, a maior parte desta chuva está prevista para ocorrer na forma de um evento extremo com tempestades intensas entre entre domingo (1) e segunda-feira (2), elevando o risco para a população.

Volumes entre 150 mm e 190 mm estão previstos para o estado de São Paulo, especialmente a metade norte e fronteira oeste do estado. Diversos pontos de Minas Gerais também podem acumular cerca de 150 mm, o que deve agravar a situação do estado, já fragilizado pelas chuvas desde a última semana.
No Paraná e em Santa Catarina os maiores volumes estão previstos para a faixa leste, incluindo a região metropolitana das respectivas capitais, ultrapassando 100 mm, assim como em outros pontos do estado paranaense e também em Goiás e Mato Grosso.
Alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra: riscos elevados
Chuvas diárias extremas, como no Mato Grosso do Sul, com volumes elevados em curto período de tempo, elevam o risco para alagamentos, inundações e enchentes.
Em locais como Minas Gerais, onde os rios já estão cheios e o solo já está saturado (encharcado), a persistência de condições chuvosas tende a agravar o cenário hidrológico, elevando o potencial para enchentes e deslizamentos de terra.
Diante desse contexto, recomenda-se atenção redobrada da população residente em áreas de risco, bem como a manutenção do estado de alerta por parte das autoridades, que devem estar preparadas para ações de monitoramento, prevenção, remoção e resgate, de modo a reduzir impactos e proteger a população. Nunca atravesse áreas alagadas, a pé ou de carro.
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