As estatais federais, excluídos os bancos públicos e a Petrobras, encerraram 2025 com necessidade de financiamento de R$ 5,1 bilhões, segundo dados divulgados nesta 6ª feira (30.jan.2026) pelo BC (Banco Central). Entre as estatais deficitárias, estão os Correios.
O resultado representa uma reversão em relação a 2024, quando o deficit foi de R$ 6,7 bilhões. No entanto, marca um aumento relevante frente a 2023, quando a necessidade havia sido de R$ 656 milhões. Em 2022, foi de R$ 4,8 bilhões, enquanto em 2021 ficou em R$ 3 bilhões.
Apesar do deficit das estatais, o impacto sobre o setor público consolidado é parcialmente compensado pelo desempenho de outros entes.
O resultado segue sensível ao desempenho operacional das empresas, à política de investimentos e ao comportamento de companhias de grande porte, como Petrobras e bancos públicos.
Mesmo assim, o deficit de R$ 5,1 bilhões reacende o debate sobre o papel das companhias no ajuste fiscal e sobre a necessidade de maior previsibilidade orçamentária para evitar aportes do Tesouro ao longo do exercício.
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