O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou que o PSD (Partido Social Democrático) descartou realizar prévias para definir o nome que disputará a Presidência da República. Ele é 1 dos pré-candidatos do partido comandado por Gilberto Kassab ao Planalto. Os outros 2 são os governadores Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, e Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, que anunciou nesta semana sua saída do União Brasil e filiação ao PSD, embolando ainda mais a disputa interna no partido para a escolha do postulante ao Planalto.
Ao falar sobre a disputa interna no PSD, o governador gaúcho fez referência ao processo de prévias realizado em 2021 no PSDB para definir o candidato do partido à Presidência. “Dentro do PSDB, quando eu estava lá, houve uma discussão, um debate interno, que acabou resultando em um processo de prévias. Foi o caminho que o partido escolheu à época. Não é o caminho que se está apresentando agora no PSD”, disse o governador gaúcho em entrevista ao jornal O Globo publicada na 5ª feira (29.jan.2026).
Em 2021, Leite disputou contra o então governador de São Paulo, João Doria, e o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. Doria venceu, lançou-se na corrida, mas desistiu ainda em maio. O PSDB acabou unindo-se à candidatura de Simone Tebet (MDB), indicando Mara Gabrilli (PSDB) como vice.
“No caso do PSDB, havia o governador de São Paulo como pré-candidato. O Estado de São Paulo –não é à toa que o governador Tarcísio [de Freitas, do Republicanos] é um nome sempre lembrado– é um Estado que tem 4 vezes a população do Rio Grande do Sul e do Paraná. É o Estado mais populoso do país”, declarou.
Ainda sobre 2021, Leite disse que não se apresentou pré-candidato à época por se considerar “melhor” do que Doria na “capacidade individual”, mas porque o contexto eleitoral exigia uma renovação dentro do PSDB.
Segundo o governador, Doria ficou muito desgastado na época, “depois de ter abraçado o candidato em 2018 [Jair] Bolsonaro [PL], depois ter rompido, aquilo gerou um processo de desgaste que dificultaria o caminho para ele, como, de fato, dificultou e ele acabou não sendo nem candidato”.
Sobre o seu atual partido, Leite disse que “o processo é exatamente outro”. Ele afirmou: “Há um entendimento, há um sentimento comum que nos une aqui. O Brasil está acima das nossas aspirações individuais”.
Em entrevista à GloboNews na 4ª feira (28.jan), Ratinho Júnior disse que o PSD deve definir o candidato depois de 4 de abril, data-limite para desincompatibilização de governadores que pretendem participar das eleições. Até lá, os 3 possíveis candidatos mantêm como prioridade a administração de seus Estados.
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