A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), confirmou nesta 6ª feira (30.jan.2026) que deixará o governo federal até 30 de março para disputar as eleições de 2026.
Tebet afirmou que já conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que a definição sobre seu futuro político será tomada em conjunto com ele antes do Carnaval.
“Coloquei na mão do presidente Lula o meu destino político”, declarou Tebet, ao ser questionada por jornalistas durante evento em São Paulo.
Segundo a ministra, a 1ª conversa com Lula teve caráter exploratório e não resultou em decisão fechada sobre cargo, Estado ou partido.
“Começamos a discutir apenas a minha candidatura ao Senado”, afirmou.
Tebet confirmou que cumprirá o prazo legal de desincompatibilização para disputar o pleito. “Eu deixo o Ministério do Planejamento e Orçamento até o dia 30 de março. O presidente entende que eu sou importante no processo eleitoral”, disse.
A ministra ressaltou que haverá ao menos mais uma conversa com Lula antes da decisão final. “Não fechamos nada. Não era o intuito. Ele queria me ouvir. O presidente tem a virtude de nunca impor nada”, declarou.
Tebet afirmou que não trabalha com preferências pessoais no processo eleitoral. “Para mim, política é missão”, afirmou.
Segundo ela, essa atitude marcou toda sua trajetória pública. “Minha história política mostra isso. Em pelo menos 3 momentos eu abri mão daquilo que achava que deveria fazer para cumprir uma missão em nome do país, do partido ou do meu Estado”, disse.
Senado em debate
A ministra confirmou que, até agora, o único cargo tratado com o presidente foi o de senadora. Questionada sobre a possibilidade de transferir o domicílio eleitoral para São Paulo, Tebet evitou antecipar decisões.
“Eu particularmente entendo que São Paulo tem 2 nomes de peso, relevantes, que têm condições de performar muito bem: o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice‑presidente Geraldo Alckmin”, declarou.
Ela afirmou que não houve qualquer discussão sobre disputa ao governo paulista nem sobre candidaturas em Mato Grosso do Sul. “Não discutimos mudança partidária, não discutimos cargos, não discutimos governo do Estado de São Paulo. Quero deixar isso claro”, disse.
CONVITES
Tebet confirmou ter recebido convites de diferentes legendas, incluindo o PSB, mas afirmou que o tema não está em análise neste momento.
“Tenho um carinho muito grande por membros do PSB, a começar pelo vice‑presidente. Há identidade e sinergia em várias pautas, mas isso não está no meu radar agora”, declarou.
Apesar das indefinições, Tebet afirmou que uma decisão já está tomada. “A única coisa que ele já falou –e que eu já tenho como certeza– é que eu não permaneço no ministério. Portanto, eu sou candidata a alguma coisa no processo eleitoral de 2026”, disse.
Questionada se haveria possibilidade de retorno ao governo em um eventual novo mandato de Lula, a ministra descartou qualquer tipo de condicionante.
“Eu jamais imporia qualquer condição para ser candidata. Política é missão. Eu não estava nem para estar no ministério”, afirmou.
A saída de Simone Tebet ocorre em meio à reorganização do governo federal para as eleições de 2026. Ministros que pretendem disputar cargos eletivos precisam deixar suas funções até o fim de março, conforme determina a legislação eleitoral.
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