A Polícia Federal abriu um novo processo administrativo disciplinar contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Escrivão concursado, Eduardo Bolsonaro vai responder administrativamente por faltas injustificadas e corre o risco de ser exonerado da corporação.
Desde que teve seu mandato cassado pela Câmara dos Deputados, a PF contabiliza as faltas do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo as informações do g1, A Corregedoria entende que, com o fim do afastamento para atividades parlamentares, Eduardo deveria retornar à atividade de escrivão na unidade da PF no Rio de Janeiro.
Eduardo Bolsonaro declara que está em autoexílio, desde março de 2025, nos Estados Unidos. Em 20 de agosto, a PF indiciou o ex-congressista por tentar interferir no julgamento do plano de golpe de Estado em favor de Bolsonaro, pressionando a sanção de ministros do Supremo Tribunal Federal por autoridades norte-americanas.
Em 2 de janeiro, a Diretoria de Gestão de Pessoas publicou no Diário Oficial da União uma convocação de “retorno imediato ao exercício do cargo efetivo em sua lotação de origem”. A PF exigiu que Eduardo comprovasse a regularidade da sua situação funcional.
Eduardo já responde a outra investigação interna da PF, depois de representação do então deputado federal Guilherme Boulos (Psol-SP). Para o psolista, a atuação de Eduardo Bolsonaro pode configurar conduta contra a administração, improbidade administrativa e uso indevido do cargo para benefício próprio ou de terceiros.
“É fato público e notório que o escrivão de polícia, ora afastado, Eduardo Nantes Bolsonaro, atualmente deputado federal licenciado, encontra-se nos EUA realizando articulações com o governo daquele país para a aplicação de sanções, taxações, penalidades econômicas e atos hostis contra o Brasil e contra autoridades nacionais”, disse.
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