O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liberou 85.469 registros de armas para defesa pessoal nos 3 primeiros anos de seu 3º governo, de 2023 a 2025. Esse número é o menor desde o mesmo período da administração Lula 1, quando foram 80.001 liberações.
As licenças emitidas nos anos iniciais da administração atual representam queda de 80% em relação aos registros dos 3 primeiros anos de Jair Bolsonaro (PL), quando foram 343,2 mil armas a mais para defesa pessoal.
O recorde de registros nos 3 anos iniciais de um governo foi no 2º mandato de Lula, quando foi feito um intensivo para recadastramento das armas que haviam sido registradas até 2003, na publicação do Estatuto do Desarmamento. O prazo foi estendido algumas vezes e muitos cadastros ficaram represados, demorando alguns meses para entrar no sistema.

Lula editou um decreto em 2023 para dificultar o acesso às armas. Revogou medidas que haviam sido flexibilizadas por Bolsonaro. Essas restrições começaram a surtir efeito já no mesmo ano e o número de registros concedidos despencou, como mostra o gráfico abaixo:

As normas impostas por Lula incluíram reduções significativas nas permissões de uso e compra de armas também para CACs (caçadores, atiradores e colecionadores). Limitaram a quantidade de armas e munições que poderiam ser compradas em determinadas categorias.
REGISTROS TOTAIS
Foram emitidos 2,95 milhões de registros de armas para defesa pessoal desde 1965, no início da série histórica. Desse total:
- registros válidos e ativos – 1,32 milhão;
- registros vencidos ou cancelados – 1,63 milhão.

Do total de registros válidos, 562,4 mil foram liberados por Bolsonaro durante seus 4 anos. Lula 2 deu mais liberações gerais, mas 222,5 mil seguem ativas hoje.

Os dados citados nos infográficos acima são da Polícia Federal e foram baixados pelo Poder360 no painel do Sinarm (Sistema Nacional de Armas).
A segurança pública será um assunto muito presente na campanha eleitoral de outubro. A liberação de armas voltará a ser tema de debates de forma mais intensa nos próximos meses.
O crime e a violência são preocupações crescentes na sociedade brasileira. A esquerda ainda patina nesse quesito, como mostrou levantamento do Poder360 sobre mortes violentas publicado em 26 de janeiro.
MORTES VIOLENTAS CAEM
As mortes violentas no Brasil estão em queda desde 2021. Em 2025, foram 34.086 –desconsiderando aquelas decorrentes de intervenções policiais.
O recorde de mortes registrado na série histórica foi em 2017, com 60.308. Em comparação com aquele ano, houve queda de 43,5% nos assassinatos.

Especialistas atribuem a redução das mortes a uma trégua entre facções e a processos de modernização dessas organizações. Essa situação, no entanto, não é sentida em todos os Estados da mesma forma.
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